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quarta-feira, setembro 05, 2018

BARULHOS DE UM AMOR


Estamos ela e eu sozinho nesse quarto, o sol está se pondo e podemos ouvir o barulho do mar, o veríamos se nos dobrássemos um pouco na sacada, só que não estamos muito interessados em olhar o mar agora. 
Eu vou parar e olhar pra ela enquanto deixo a música que começou a tocar invadir o ambiente; as notas começam suaves como tudo dentro daquele quarto estava, as cores entrando pela janela são surreais assim como o cheiro doce dela que o vento espalha pra todos os cantos.  
Estamos juntos, e ainda sim estamos longe demais, conversamos o tempo todo sobre como somos feitos pra ficar juntos e nunca estamos juntos, ela me fez entender que sou inteiro e mesmo assim me sinto metade longe dela. 
Agora que estamos a passos de distância me sinto em casa. Fechei os olhos pra sentir a batida da música e puxei ela pra cama, as nossas peles se roçando, enquanto tiro a camiseta dela beijo sua barriga, sinto quando ela se contorce por que mordi sua cintura e exatamente onde faz cocegas. Sinto seus dedos escorregarem pelas minhas costas, as unhas me arranhando... Eu conheço o corpo dela, mas não estou com pressa, nem vou pegar atalhos por que merecemos cada segundo de todas as sensações, senti as mãos dela me puxando pra me dar um beijo, gostávamos de beijar e eu estava em cima dela praticamente sem roupa beijando a mulher mais linda do meu universo.
Eu abri os olhos e ela fechou os dela, não importa quantas vezes eu a veja assim, é sempre como se fosse a primeira vez até parece um pecado mortal ter esse privilégio, somos animais em busca de um momento de humanidade, e o meu só existe quando eu mergulho dentro dela. A boca, o corpo arqueando pedindo silenciosamente pelo meu, seu sorriso vale uma vida e não importa o que acontecerá amanhã, não vou mais falar nada e este final ficará em aberto por que não estou me interessado nem um pouco com o resto do mundo, nosso suor está escorrendo pelas costas, a música se perdeu e este momento é apenas nosso.

Crédito da imagem: Maud Chalard.

VITORIA LORDEIRO
Sou tímida ao extremo mesmo parecendo ser alguém extrovertido, Amo MPB (coleciono discos); não assisto televisão , nunca. Escrevo sempre tentando decifrar a alma masculina. Amo café, ler e ficar vendo receitinhas na internet.  Prefiro livros a festas. Amo comidas estranhas, quanto mais esquisita e nojenta mais eu gosto. Choro vendo ursinho Pooh e sempre torci para o Frajola.  .

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