Teu primeiro, teu único



Sei que você é mulher feita e sabe bem quais são suas prioridades. E como mulher feita, decidiu por si só, que homem nenhum te faria de besta. Que homem nenhum tiraria você dos eixos ou do rumo que traçara pra si mesma. Porque esse negócio de se apaixonar é coisa de novela mexicana e você nunca esteve a fim de ser a Maria do Bairro. Mas quero te dizer que se apaixonar, menina, nem sempre é algo catastrófico.

E eu tô a fim de ser teu primeiro. Até porque já te namoro (sem você saber) há muito tempo. Desde que nos conhecemos e começamos a nos falar, eu nutro por ti uma admiração e um desejo enorme de te chamar de minha. E agora, mais que nunca, estou pronto pra ser teu primeiro.
Quero ser o eco dentro desse vazio que você criou ai no seu peito. E quando ecoar em ti, te fazer crer que todo esse vazio foi feito na medida pra mim. E vou te provar que não houve erro teu quando decidiu se isolar aí dentro, mas que você ainda não tinha encontrado alguém com um brado forte que fizesse barulho suficiente pra você ouvir. Até agora.

Quero ser o primeiro a desbravar essa floresta do teu coração. O primeiro a se embrenhar nessa mata e a montar acampamento no teu peito. E, acredite, eu tô pronto pra enfrentar todos os leões que possam surgir por aí. Venho preparado de outros amores que me amadureceram e me fizeram perceber que se você está disposto a encarar os perigos do mundo ao lado de alguém você é capaz de tudo.

Eu quero ser o teu primeiro. E talvez você até duvide, mas estou disposto a ser, também, o teu único. Não é porque os outros não tiveram coragem de encarar esse teu poder todo que eu também não tenha. Eu até gosto e me divirto com essa tua cara de poucos amigos. Eu sei quem está por traz dessa rabugice toda e quero partilhar disso por todos os dias possíveis a partir daqui.
Me deixa ser teu primeiro. E quem sabe teu único, também. Você vai ver que a caminhada a dois pode ser bem diferente do que você pensava.


EDSON CARDOSO
Professor brasiliense, formado em letras, amante de (boa) música e de jogos. Um cara que não é um poeta, mas que se arrisca a brincar com as palavras. Nem de longe um boêmio, tampouco um insensível nato. Coleciona fotos e lembranças das viagens que já fez e planeja muitas outras. Alguém que agradece a Deus diariamente o dom da vida e a graça de ter uma família com quem pode contar.


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