Oficina do corpo


Se a gente terceirizar o ofício de ser feliz e atribuir essa condição para alguém, inevitavelmente estaremos correndo o risco de provar o peso da renuncia. Precisamos entender que a nossa felicidade não se condiciona a ninguém. Estar bem consigo mesmo é o requisito para o próximo estágio: contagiar uma multidão! 

Digo isso por um motivo simples e óbvio: o mundo está cheio de pessoas que conservam a crença de atrelar o estado de felicidade a fatores externos. É muito comum acreditar que precisamos de fulano para ser completo, de um bom emprego para ser bem sucedido, de status para ser aceito... Por fim, esquecemos que todos os objetos dessa crença não irão sustentar nenhum sentimento positivo de forma perpétua.

A sensação de realização nunca é o topo da pirâmide humana, pois sempre que conquistamos algo temos a necessidade de ampliar o horizonte desta proeza, escalando mais um degrau com destino a nossa infinita e desconhecida expectativa. 

A mentalidade individual é uma caixa acumuladora de sentimentos. Todo turbilhão emotivo envolto em nossas ações estão ali em estado de repouso, prestes a despertar e agir em paralelo com a razão. Em suma, trata-se de um duelo entre razão e emoção ao qual o vencedor não é capaz de sustentar nenhum bem estar. O ideal é equilibrar a inteligência cognitiva (razão) com a inteligência emocional (emoção) e colher os benefícios desta sinergia. 

Todos nós conhecemos pessoas altamente capazes em termos intelectuais que enfrentam severas crises afetivas, financeiras e/ou profissionais. O impacto negativo dessa tempestade emocional acaba por submergir a preciosidade inerente aos quesitos que preservam a sanidade e prolongam o bem estar físico. 

Estou aprendendo a ludibriar meu pensamento quando este apresenta condições maléficas ao meu estado de espírito. Outrora eu esbravejava com qualquer fechada que recebia no trânsito ou mensagens hostis cotidianas. Hoje procuro compreender ou mesmo relevar os motivos que culminaram no ataque alheio.

O sorriso tem sido o melhor remédio e Cristo (através de oração), meu insubstituível mentor. Eu e minha esposa estabelecemos a rotina de agradecer ao dormir e pedir proteção ao acordar, pois entendemos que o simples ato de estar vivo é motivo de sobra para celebrar.

Nossa motivação para prosseguir na escalada que envolve felicidade e conquistas depende única e exclusivamente da serenidade emotiva. Quando inflamos a mente com positividade o mundo retribui de forma idêntica, pois ao contrário das interações físicas: polos positivos atraem polos positivos. Não queira provar o extremo oposto – negativo também atrai o semelhante!



DIEGO AUGUSTO.


Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares. 

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