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NÃO! ELA NÃO VAI VOLTAR.


Vamos direto ao ponto, sem enrolações e frases  de efeito: ela não vai voltar.
Nem hoje, nem amanhã e nem nunca mais. Algumas coisas acontecem no momento em que devem acontecer, já ouviu falar sobre aproveitar o momento? Sobre aproveitar enquanto se tem para que depois não seja preciso implorar pela volta do que se teve? Então, amigo, pode perder as esperanças. Ela não voltará, aceite isso. 

Talvez seja difícil para o seu próprio orgulho ferido admitir que perdeu uma grande pessoa, que hoje já não caminha de mãos entrelaçadas com aquele alguém que te segurava nos precipícios do mundo em que você caía sempre. Ela estava lá, todos os dias, para te animar, te reerguer, para deixar a própria vida de lado em busca da sua felicidade. E você não soube dar valor e abriu os olhos tarde demais, mesmo após mil e uma chances. 

Você se aproveitou do bom coração de quem só queria estar bem ao seu lado, de quem adotou uma ingenuidade cega e acreditou num sentimento que nem sequer existiu de verdade. De quem disse que por mais errado que tudo fosse, continuaria tentando fazer dar certo porque acreditava nessa tal de felicidade. O que ela não sabia é que amava por um só e, principalmente, que esse amor unilateral deveria ser todo e intensamente próprio. 

Ela deixou de se amar para amar somente a ti e, pode ter certeza, foi a coisa mais errada que ela fez. Mas as pessoas tendem a aprender com seus erros e quando ela abriu os olhos para o que fazia a si própria, você é que enxergou. Você é que percebeu que ela escorria pelos seus dedos muito mais rápido do que quando se tenta agarrar a água do mar. 

Ela virou onda nervosa, te arrastou para a beira e foi embora. E você ficou lá, pasmo, sem entender bem o que acontecia e a deixou ir. Não teve escolha, por que é que deveria ter depois de tudo isso? Deixou ela se afastar engolindo, mais uma vez, um orgulho idiota. Sabia que amor e orgulho não conseguem estar num mesmo contexto e terminar de um jeito bom? Então aprenda. Ela tentou mil vezes, ela deu chances até a paciência se esgotar e o sentimento desgastar. Até o amor ir embora, até ela começar a se amar mais. 

E ela se amou. Com todas as forças que tinha sorriu para o próprio espelho e assumiu para quem deveria dedicar todo o amor que transbordava dentro de si. Ela foi embora, sem arrependimentos, sem nem olhar para trás e foi aí que você sentiu o gosto salgado de uma lágrima. Entenda amigo, agora é tarde, você a perdeu quando não sabia nem que a tinha. Agora bola para frente, pois ela tem amor próprio o suficiente para nunca mais querer voltar.


GABRIELLE ROVEDA.
1997. Escritora de gaveta, bailarina por paixão, sonhadora sem os pés no chão e modelo só por diversão. Do tipo que vive mais de mil histórias pelas páginas dos livros, daquelas que quer viajar o mundo só com uma mochila nas costas, do tipo que acredita no amor a todo custo e dispensa de imediato pessoas sem riso fácil. Não sabe fazer nada direito, mas insiste em acreditar que o impossível é só uma daquelas palavras que vão cair em desuso e se vê tentada a tentar de tudo. Viciada em café e em escrever cafonices sobre si e o amor sem dizer nada ao certo.

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