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quarta-feira, abril 11, 2018

AMOR É A INCONSTÂNCIA DO SENTIR


Descobrir o amor é como se arriscar numa montanha-russa pela primeira vez, você começa calmo, apenas se deslocando, subindo, encarando pequenas ondulações e frios na barriga em curtos espaços de tempo. E continua subindo, desacelerando, acelerando um pouco mais. Até chegar ao ápice, ao ponto mais alto. E aí você desaba numa onda de adrenalina e medo, nutrindo uma sensação de bem estar e de estômago revirado ao mesmo tempo, até tudo voltar a desacelerar. Tudo, menos o coração.

O coração continua inquieto, as pernas continuam bambas depois dessa aventura e você olha para trás e a única coisa que consegue pensar é: daria tudo para sentir isso novamente.

E você dá tudo de si, enfrenta seu medo de altura, suas fobias bobas. Sua vontade de desistir fica de lado e você coloca a cara a tapa e encara mais uma vez os altos e baixos, as borboletas no estômago, o sentimento congelante de cair em um poço sem fundo e o medo de não ter uma corda para poder voltar... mas algo te trás segurança, sem saber o que ao certo é isso que te faz ir em frente mais uma vez.

Amar é inconstância, é se jogar no desconhecido como se soubesse lidar, como se o pouco que se conhecesse e a leve experiencia que já se teve fosse o suficiente para acreditar naquele mantra de que vai dar certo a todo custo. A verdade é que não precisa dar certo, amor é dar errado num dia e certo no outro.

Não existe um padrão que defina qual o ponto exato de perfeição na conexão de duas almas. Só se descobre o amor, amando. Entenda o que eu digo, se descobre o amor, não a definição dele. Quem sente sabe que lágrimas não cobrem o valor do sentir, tempo não cura a cicatriz das lembranças.

Amor não gera raiva, não gera rancor e ao contrário do que dizem, amor e ódio não andam juntos. Quem cultiva esse sentimento dentro de si, não deixa espaço para o oposto tentar semear. Amor é a inconstância do sentir, a fragilidade de um coração que palpita na adrenalina que o medo trás e consegue enxergar beleza na tensão da conectividade do corpo e da alma.




GABRIELLE ROVEDA.
1997. Escritora de gaveta, bailarina por paixão, sonhadora sem os pés no chão e modelo só por diversão. Do tipo que vive mais de mil histórias pelas páginas dos livros, daquelas que quer viajar o mundo só com uma mochila nas costas, do tipo que acredita no amor a todo custo e dispensa de imediato pessoas sem riso fácil. Não sabe fazer nada direito, mas insiste em acreditar que o impossível é só uma daquelas palavras que vão cair em desuso e se vê tentada a tentar de tudo. Viciada em café e em escrever cafonices sobre si e o amor sem dizer nada ao certo.

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