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ONDE VOCÊ ESTARÁ NO FUTURO? NO LUGAR QUE QUISER!



Mais uma semana chegando ao fim, mas talvez seja apenas o início se por ventura estas palavras chegarem ao seu conhecimento numa eventual segunda ou terça-feira qualquer. Mais uma vez me pego fazendo o exercício que acompanha a rotina de todo pisciano que se preze (inclusive eu): pensar na vida, viver nas nuvens, rever os fatos, digerir conselhos e sonhar acordado.

Pois bem, acordei disposto a vencer outro árduo dia de trabalho e, descendo os degraus da longa escada do prédio que abriga minha residência pensei em como é magnífica a obra divina. Até aqui tenho superado vários descréditos – principalmente de alguns familiares que falharam na missão de prever meu futuro. As pessoas (não sei ao certo o motivo) insistem com essa mania estranha de fazer prognósticos de algo que foge ao seu controle e saem por aí traçando o perfil de terceiros baseado em coisas que não tem sentido nem ciência comprovada.

É muito comum escutar que você deve cursar tal graduação porque o filho da fulana se deu bem. Alguém olha suas atitudes e com olhar de reprovação transmite a ideia de fracasso apenas para causar desanimo e colocar em cheque todas as metas que você almeja. Geralmente tal atitude é característica de pessoas que tentam transferir as frustrações dos próprios equívocos, ditando regras que nem elas suportaram seguir. Faça direito, medicina, construa prédios, conserte o mundo... blá, blá, blá! Pera aí, alguém já perguntou o que eu quero ou se eu preciso de opinião?! Meu destino não é rota e o Google Maps não sabe aonde eu quero chegar.
  
Lembro que certa vez um tio foi até minha casa numa manhã de domingo, sentou na lateral da minha cama e disse estar preocupado com minhas atitudes circunstanciais. Pode parecer um ato inofensivo e acolhedor, mas ele estava ali criticando a ressaca de um pós-porre, acreditando que eu seria a projeção de um vagabundo bêbado que viria a causar danos à imagem da nossa família. É sempre assim, por trás de toda pseudo ajuda está alguém preocupado com o próprio umbigo.


Na época eu era um jovem de dezoito anos, provando dúvidas profissionais, incertezas financeiras e desilusões afetivas. Mas vos garanto que eu sempre soube distinguir entre o bom e mau, certo ou errado e silenciosamente eu seguia – hora em passos lentos, hora em passos largos – rumo ao desejo de me estabelecer com honestidade em meio dessa turma que aprendeu a classificar como bom àquele que possui tão somente grana.

Engraçado perceber os giros da roda viva da vida. Num passado recente levei bordoada de quem hoje costuma encher meu copo de cerveja, dar tapinhas no ombro e pedir ajuda/conselhos. Só observo esse tanto de gente soberba, se agarrando em conceitos ultrapassados e fórmula mágica da felicidade.

Ser feliz independe de proposições. Conheço pessoas que são um poço de decadência sentimental mesmo sendo realizadas materialmente aos olhos da sociedade. Também conheço o extremo oposto, gente que consegue extrair prazer em meio à simplicidade, lutando diariamente para sobreviver sem atropelar as crenças alheias.

Por isso eu continuo exercendo minhas funções fisiológicas e motoras para prevenir o mau olhado e conselhos que não elevam meu modo de encarar a vida: “Cagando e Andando”.


DIEGO AUGUSTO.


Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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