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sexta-feira, janeiro 05, 2018

O SABOR DOCE QUE ELA TEM


Ela saiu do banho com o corpo ainda todo molhado. Era a coisa mais linda ver aquelas gotas de água brilhando por ela enquanto andava pelo quarto: exposta e, inegavelmente, sexy. Fingindo que estava à vontade nua, deliciosa e naturalmente provocante. Não havia mais nada: apenas eu e ela ali. Não havia tempo, espaço ou qualquer outro ser humano que significasse alguma coisa. Sei que cada movimento lento que ela fazia era de propósito. 

A mão pelo cabelo molhado, o sorriso, a mordida no lábio, enquanto tocava a pele e deslizava aquele creme com cheiro de morango sem olhar pra mim - lenta e deliciosamente - como se cada movimento tivesse sido delicadamente ensaiado para tirar minha sanidade. Ela me testava, me torturava, queria saber até onde chegava meu desejo. O perfume doce se espalhou pelo ar, como um vírus, inebriava, confundia. Perguntou se íamos sair para jantar, da forma mais doce e inocente, como se estivéssemos em uma reunião de família. 

Nua, ali parada, ia jantar ela. 

Cada parte daquele corpo, degustar todos os sabores que encontrar. Devorar com vontade tudo o que ela me oferecesse. Minha boca salivou descaradamente, imaginando minha língua passando por onde escorriam as últimas gotas de óleo que ela esfregava daquela forma lenta com as palmas das mãos. 
Durante um momento pedi pro universo que o mundo lá fora deixasse só nós existindo dentro daquele quarto. Porque pareceu impossível demais que pudesse satisfazer todo desejo que sentia naquelas horas que tínhamos juntos.

Por um momento me dei conta - assustado com a intensidade - do quanto eu queria estar dentro dela. Queria ela embaixo de mim, sobre mim, não importava como. Apenas queria, e nós sabíamos que não iriamos sair pra lugar algum. Me disse que faltava uma música doce, começou a cantarolar uma qualquer. Além disso, como nos meus sonhos mais quentes e safados, desses que me acordavam completamente suado e excitado, começou a dançar, não de uma forma qualquer, mas rebolando levemente no ritmo da música. 

Parou na minha frente roçando os seios em mim e perguntou novamente se íamos sair pra jantar, acho que nunca fui convidado pra jantar de uma forma mais sexy e erótica, me acostumaria a isso facilmente. Passei os braços pela cintura e senti seu corpo ainda fresco e aquela pele deliciosamente macia. Ela tem um sabor mais doce do que imaginei que teria. E seu corpo se encaixou no meu perfeitamente, mais até do que eu achei que seria possível qualquer corpo se encaixar, como uma peça desenhada para caber exatamente ali. 

Não íamos sair daquele quarto. 
Já tinha meu banquete e acabei de jogar ele em cima da cama de onde, com certeza, não pretendia sair até estar satisfeito. 


VITORIA LORDEIRO
Sou tímida ao extremo mesmo parecendo ser alguém extrovertido, Amo MPB (coleciono discos); não assisto televisão , nunca. Escrevo sempre tentando decifrar a alma masculina. Amo café, ler e ficar vendo receitinhas na internet.  Prefiro livros a festas. Amo comidas estranhas, quanto mais esquisita e nojenta mais eu gosto. Choro vendo ursinho Pooh e sempre torci para o Frajola. 

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