Follow Us @soratemplates

quinta-feira, janeiro 18, 2018

O PEITO CHEIO DE SAUDADES CHEGA A AFOGAR O CORAÇÃO



Parece que seu nome arrumou um lugar pra morar aqui dentro de mim. E confesso: tá foda!

O teto do quarto já virou o meu melhor amigo e, talvez, já saiba mais de você do que eu. Sabe sua maneira de colocar o cabelo atrás da orelha, de andar de meias pela casa, de se espreguiçar no sofá, sem se preocupar com a velocidade que as horas passam no relógio. Já virou rotina nossas conversas pela madrugada.

Tem um tanto de você espalhada por todo canto da casa e do peito. Saudade é um bicho enjoado. E a saudade que mais dói é a de tentar imaginar como estaria minha vida com você aqui do lado.

Eu sei que eu já deveria ter virado essa página e começado um outro capítulo na minha vida, mas a verdade é que a nossa história ainda não teve um ponto final. Estamos presos entre o recomeço e saudade. Nos tornamos reticências porque, no fundo, sabemos que o nosso amor merece uma segunda chance. E quer saber? Tá foda olhar para as minhas blusas no armário e lembrar que elas já foram suas também.

Tá foda pegar o meu violão e não conseguir fazer um acorde sequer sem lembrar do seu sorriso esperando que eu toque a sua música preferida. Aquela mesma que eu cantarolava baixinho, enquanto você se aninhava no meu peito e recebia cafuné.

Tá foda perceber que nós dois já fomos um só, mas que hoje, a saudade me dividiu em tantos pedaços que já não consigo mais contar o que sobrou de mim.

Eu nunca fui bom em lidar com a saudade, menina. Mesmo acostumado a escrever tanto sobre ela. Agora, por exemplo, sinto saudades de quando a saudade era apenas inspiração pros meus textos e músicas, porque na vida real ela dói pra caralho. Essa saudade de você é sentida demais.

Já confessei essa saudade toda pro teto, pro espelho, pra sacada e até pro nosso cachorro. Inclusive, ele também tá sentindo - e muito - sua falta. Ele me pega olhando suas fotos pelo notebook e faz aquela cara de cachorro pidão que você adorava e logo pegava o celular pra registrar, sabe? Mas, infelizmente, eu não posso dar o que ele quer, que é você de volta. Desculpe por isso, mas vai ter que se contentar com um biscoito, garotão.

Se o Esteban bebeu saudade a semana inteira, eu chorei ela cada minuto desde que você foi embora. O peito cheio de saudades chega a afogar o coração e não tem um pedacinho dessa casa que não esteja cheio da falta que você faz.

Eu vou seguir daqui, menina, à deriva, esperando que você volte e me salve dessa saudade toda. Por via das dúvidas, deixei tua chave no mesmo lugar. Pode entrar sem bater.

Texto escrito pelos escritores: Diego Henrique, Fernando Suhet e Neto Alves.

Nenhum comentário:

Postar um comentário