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MOÇO, PODE VIR QUE EU TE DEIXO BAGUNÇAR MINHA VIDA



Nem percebi a hora que você chegou. Não fiz questão de perder meu tempo avaliando o relógio. Eu simplesmente te quis pertinho sem que o resto pudesse fazer alguma diferença. Te quis aqui para trocar abraços apertados em noites frias como essa, mais de uma vez. Te quis e quero aqui para poder olhar esse teu sorriso lindo sem me cansar jamais. Te quero aqui para dormir mais uma noite ouvindo tua risada tão gostosa de escutar e dessa vez muito mais próxima ao meu ouvido. 

Não faço ideia do momento em que você surgiu no meu coração e nem como isso tudo foi acontecer. Tá uma bagunça danada aqui dentro, anda tudo revirado e eu nem sei direito bem o que sentir. Você me bagunçou moço, me tirou do ponto de equilíbrio, desconcertou minhas ideias, me fez tirar os pés do chão e voar sem querer voltar. Moço, você não faz ideia da bagunça que deixou aqui dentro, mas quer saber, não ando nem um pouco afim de arrumar tudo sozinha.

Então, vem. Eu te deixo se aconchegar num cantinho do meu coração enquanto preparo ele todo para você. Pode vir, moço. Eu te deixo bagunçar a minha vida, te deixo revirar as minhas ideias se criarmos um mundo novo onde eu possa te ver sorrir. Não me importo com a bagunça, nem reparo nessas coisas, prefiro te ter aqui aconchegado no meu coração bagunçado ao invés de ter que disputar com a distância.

Vem logo, te quero aqui por hoje, amanhã e sempre. Mora no meu abraço, vem esquentar o ladinho gelado do colchão que espera teu corpo para repousar ao lado do meu. Vem roubar minhas cobertas, escorregar tua mão gelada pelo meu corpo e causar arrepios com risadinhas. Vem e me aquece no teus braços nas noites frias, morde devagarinho minha boca, beija minha bochecha e deixa eu brincar com o teu nariz num beijinho de esquimó. 

Moço, pode vir que eu te deixo roubar minhas horas de sono na madrugada, te deixo fazer a noite ser mais bonita só por te sentir mais próximo. Vem comigo olhar a lua, deitar na rua e contar as estrelas, mergulhar nas constelações e te beijar sem ver o dia amanhecer. Pode vir, eu não me incomodo em passar domingos preguiçosos com pipoca e bons filmes desde que me deixe ser teu player 2 eternamente. 

Tá esperando o que, moço? Por que ainda não chegou? Eu te espero com um café bem quente e a gente pode até pedir uma pizza ou fazer bagunça na cozinha. Vem logo para eu te lambuzar com chocolate, te encher de cócegas e te trazer para o meu mundo de uma vez por todas. Não aguento mais essa distância de você, pode vir logo que eu vou ficar louca se não fizer da minha a nossa bagunça.





GABRIELLE ROVEDA.
1997. Escritora de gaveta, bailarina por paixão, sonhadora sem os pés no chão e modelo só por diversão. Do tipo que vive mais de mil histórias pelas páginas dos livros, daquelas que quer viajar o mundo só com uma mochila nas costas, do tipo que acredita no amor a todo custo e dispensa de imediato pessoas sem riso fácil. Não sabe fazer nada direito, mas insiste em acreditar que o impossível é só uma daquelas palavras que vão cair em desuso e se vê tentada a tentar de tudo. Viciada em café e em escrever cafonices sobre si e o amor sem dizer nada ao certo.

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