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APESAR DE TUDO, EU ESCOLHI AMAR


O amor nasce tão estranhamente, né?! De antemão eu já vos digo que não adianta em nada forçar tal acontecimento, agendar data, comprar um look novinho em folha, mudar o corte, cor do cabelo ou bochechar Listerine até tingir de vermelho o céu da sua boca procurando aqui e ali feito louco atingir o alvo que nem sequer conhecemos. Relaxa! Geralmente é na distração que ele ocorre, semelhante aqueles becos cariocas em comunidades cujas vielas são acometidas pela violência: “o amor é bala perdida que encontra peitos livres de escolta”.

Felizmente, foi num desses becos perdidos que o encontrei (ou me encontrei, sei lá) e a partir de então eu não considero que os acasos sejam tão por acaso assim. Também pudera, sempre me deixei levar por instintos da minha crença solitária e nunca fui entusiasta dos padrões sociais que vivem indicando caminhos que prometem destino a felicidade. Talvez por isso minhas escolhas sejam bastante o suficiente para satisfazer meus próprios anseios. Eu nunca precisei pedir a outrem autorização para guiar minha vida na trajetória que a iniciativa dos meus instintos sempre apontou – sem medo de quebrar a cara e sem receio do resultado é que acabei encontrando a projeção da minha imagem ao lado da felicidade.

Percebo tantos equívocos em pessoas que me cercam, do mesmo modo que devo transparecer os meus sem saber. A única diferença é que decidi aceitar minhas fraquezas e prosseguir exercendo minhas forças naquilo que julgo ter maior afinidade. Reconheço que os erros podem influenciar minha jornada, afinal, não existem luvas que suportam golpear os eventos pontiagudos da vida sem contrair marcas, mas são justamente esses hematomas que me faz crescer e encarar todos os desafios que de vez em sempre entram em contato comigo.

E não pense que é fácil bancar toda essa liberdade porque na vida existe uma plateia cujos espectadores assumem posturas que vão de encontro com os efeitos das nossas escolhas. Se você perde, sempre ouvirá o coro ensurdecedor daqueles que decoraram a frase: “bem que eu te avisei”... Se você vence, essa mesma turma será unanime em dizer que sempre acreditou na sua progressão. E aí eu te pergunto: como acreditar que é verdade esse faz de conta que o ser humano insiste em brincar (mesmo na fase adulta)?

O amor nasce estranhamente sim! Primeiro ele brota em nosso interior formando o embrião daquilo que é nosso por direito: o amor próprio. E permanece ali para “possivelmente” ser fecundado e repartido com amigos, afetos, paixões, amores... Uma lista tão imensa que acabamos por estender demais a ponto de cometer partilhas por equívoco. Mas, decepção também ensina e eu aprendi! Eu aprendi que mesmo correndo o risco de colher decepções, o melhor cultivo continua sendo o amor. 



DIEGO AUGUSTO.

Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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