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sexta-feira, dezembro 08, 2017

O MELHOR DE MIM!




Nem sempre tudo foi tão fácil, por diversas vezes o abismo esteve tão próximo que eu mal conseguia respirar. Sabe aquele peso, aquela sensação de que tudo está por um fio? Foi assim por muito tempo.

Nada fazia sentido, estar feliz e ser feliz pareciam ser esforços inalcançáveis, minhas cobranças e expectativas me torturavam. Eu queria sair daquele mundo escuro, daquele quarto que cheirava a mofo, da minha vida, sair de mim.

Os motivos que levaram a me perder no caminho eram complicados e muitas vezes fantasiosos. O que realmente me prendia a sentimentos tão tristes? Eu queria de mim o que eu ainda não estava preparada, eu queria de mim posições precipitadas, queria faces que não revelavam o melhor de mim.

Eu quis passar por tudo sozinha, eu quis suportar o meu mundo sem ninguém por perto. Dividir minhas dores com os outros não parecia justo. 

Nem sempre tudo foi tão fácil e confesso que, em um determinado momento, eu quis me reencontrar, quis cuidar de mim e sozinha não era possível. Percebi que tive ao meu lado pessoas que se importavam comigo, que queriam o meu melhor, o meu sorriso e a minha alma em paz.

Ter amigos, ser amiga, ter família, ser família, ter abraço, ser abraço, ter amor e ser amor. Eu optei pela Luz, pela companhia e pelo caminho compartilhado. E ainda que não fosse fácil, lutar diariamente parecia ser mais confortante.

Percebi que o desgaste emocional não podia vencer a minha paz e o que não deu certo fazia parte do percurso. Eu não podia procurar nos outros o que faltava em mim, cobrar dos outros o que eu não fazia. 

Dar o melhor de mim era uma solução, me aceitar era uma solução. Eu precisava me soltar da imagem que eu tinha criado, eu nunca fui aquilo. 

Eu fui mais, eu sou mais. Eu sou uma eterna vastidão a ser contemplada, em constante evolução.



KAL LIMA.
Poetisa, uma baiana com a alma no mundo e os pés em um rincão incrustado no Sertão. Sou uma garota-mulher apaixonada pelos encantos que o amor traz. Falo muito, sinto muito, nas palavras encontro o meu cais, é o meu jeito de transbordar.

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