CUIDE DA SUA INSEGURANÇA



Todos somos errantes, descobridores de caminhos cheios de quedas, de encontros certos e algumas dúvidas. Passamos a vida aprendendo e ensinando. Escrevendo como bem entendemos a nossa história, sozinhos ou com quem escolhemos! E desde sempre, numa relação ou outra, a gente vai se deparar com ciúmes e ainda com a possessividade. Isso é de fato algo que sabemos que existe e não é bom para ninguém. Nem para quem sente, tão pouco para quem é objeto dela.

Somos seres que devemos, muitas vezes, frear nossos impulsos e inseguranças. Não dá para ter algo sólido se não somos capazes de agir sem desconfianças ou se usamos de artifícios desleais para ter domínio de quem está com a gente por vontade e não por obrigação.

É muito comum termos a curiosidade - ou, simplesmente, por cuidado - de querermos saber os passos do outro, o que fez ou onde esteve, para isso servem as perguntas. Mas daí fazer uso do que a tecnologia criou para a segurança dos seus usuários a fim de testar a fidelidade alheia é desonesto, injusto quando não se encontra indícios para deixar de confiar em alguém.

Sim, reconheço que muitos casais já foram desfeitos por intermédio de práticas como estas de vigilância e controle, mas o que estamos aqui tentando falar é justamente quando não temos motivos para isso.

Isso pode criar crateras profundas em que se sente vigiado, monitorado e se a confiança de alguém, isso pode doer, e criar distâncias entre quem se tenta manter próximo. Ciúme é normal na maioria das relações de afeto, o excesso é que condena algumas atitudes, entende? Tem expressão que ofende, invade a privacidade de quem decidiu seguir com a gente por vontade!!! Precisamos lembrar?

Cuide da sua insegurança! É responsabilidade sua e o respeito existe para qualquer um fazer uso dele. Cada ato pode produzir uma resposta e ninguém gosta de saber que, apesar de toda fidelidade e cumplicidade, ainda é alvo de suspeitas e desconfianças. “Que tal confiar no próprio taco?!”




JOANY TALON.
Pra quem acredita em horóscopo é Canceriana, nascida em Araruama no dia 15 de julho de 1986, assistente social pela Universidade Federal Fluminense, e agraciada por Deus pelo dom de transformar em palavras tudo que sente, autora dos livros “Cotidiano & Seus Clichês” e “Intrínseco” e co-autora no livro “Pequenices Diárias”

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