O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

DESCOBRI QUE MEU AMOR É GÊMEA


Hoje eu sei que ela é gêmea. Gêmea sem nenhuma semelhança física relacionada aos pares que sequer dividiu o mesmo ventre. Mas ela é gêmea, gêmea de alma, sabe?! Daquelas que tem a mesmíssima bondade dos seres mais extraordinários da terra e que encontrou na empatia o método infalível de distinguir entre o certo e o errado.

Sim, ela até assume que errar é humano, mas depois de tantos erros cometidos, simplesmente decidiu e/ou aprendeu acertar em cheio o coração de um forasteiro mineiro que chegou repentinamente ocupando espaços outrora vagos pelo vazio humano.

  

Ela pode ser gêmea de um típico e famoso intelectual, sei lá, mas não conserva nenhum traço do célebre Einstein, embora seja tão inteligente quanto. Não detêm as características Hollywoodianas de status e poder dos astros que protagonizam ficções nas telas do cinema, no entanto, guarda consigo uma beleza que faz jus ao Oscar sempre que resolve compartilhar com o mundo seu mais eloquente sorriso. Ah, se ela soubesse o bem que está contido naquele despretensioso gesto, distribuiria amostras constantes e em abundância.


Apesar dela ser única e exclusivamente atraente aos meus olhos, considero que seja gêmea de tudo aquilo que anseio encontrar em todos os meus semelhantes. Talvez tenha sido este retrato que o criador da expressão “alma gêmea” tentou traduzir – pessoas com diferenças físicas e semelhança afetiva. Pra falar a verdade, o mundo precisa ser gêmeo dessas características que, infelizmente, entraram para a lista de itens com iminente risco de extinção – reciprocidade, empatia, respeito, liberdade e tudo aquilo que levaria essas linhas ao infinito.


É uma pena, mas as pessoas andam um tanto quanto “amorfóbicas” e egoístas. Esqueceram que a mais expressiva virtude é ser gêmeo dos sinônimos de amar. Ela conseguiu suprir esta ausência porque é geneticamente dividida entre o bem e o bom.

  

Sim, ela é gêmea de tudo aquilo que eu projetei para nós.




DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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