O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O AMOR QUE EU QUERO


Eu gosto, preciso e quero um amor fácil. Bem fácil.
De difícil já basta o tanto do tudo que a gente tem que aguentar nesse mundo. 

Tem que ter corpo sadio, 
conta bancária no azul, 
planos para o futuro, 
emprego bacana. 
Tem que cuidar da pele, 
do gato 
e dos perrengues da família. 
Tem que sorrir mais
Tem que chorar menos, 
Tem que controlar o medo, as angústias, as perdas.

Amor é plus e tem que dar ganhos na alma, senão, melhor nem bater na porta.

De amor- problema eu tô fora. Já tive de monte. Não satisfaz, não agrega, não impulsiona.
Amor-problema só te faz diminuir mais de tamanho em um mundo em que você já não passa de um grão.

Tô fora. Quero é amor que me deixa gigante, fortona. Quero amor que me dê coragem pra enfrentar a vida e as tarefas diárias, porque pelo menos vou saber que quando o dia acabar vai sobrar cansaço, mas também beijo na boca e arrepio no ventre.

Eu gosto de amor fácil, porque amor fácil tem conversa de sobra, risada de sobra, intimidade de monte. 
Odeio amor que tem máscara, pudor, medo de dizer o que tá parado na garganta e gritando no peito. 
Eu gosto de amor que nos dá liberdade pra ser o que a gente é de verdade; ciumenta, intensa e fã de calcinha bege.
Eu gosto de amor tipo gato, que se entrelaça nas pernas e curte a preguiça de tudo o que acontece lá fora. 
Eu gosto de amor que liberta e nos aconchega ao mesmo tempo. Aquele que você fica porque ficar é a melhor escolha. Amor-pluma que é bonito e não pesa nada. 

Eu gosto de amor que sabe ouvir, que diz mais sim do que não, que aceita de peito aberto aquilo que a vida oferece. Eu gosto de amor que transforma mundos , visões, visuais.  
Eu gosto de amor doce porque de amargo já basta os dissabores do passado. 
Eu gosto de amor que tem gosto de novo, mesmo quando já não é. 

Eu gosto de amor com excesso de conchinha, com sexo sem regras, com pipoca e netflix. 
Eu gosto de amor que é capaz de anular birras, mas que as aceita quando elas aparecem. 
Eu gosto de amor que cessa lágrimas , que rompe o silêncio com uma gargalhada explosiva.
Eu gosto de amor que cura dor no dedinho batido na quina e dor de cotovelo acumulada na vida. 

Eu gosto de amor que me ensina o que eu ainda não sei ser.
Amor fácil.


ANA CAROLINA SOUZA.
Jornalista por indução do destino, são paulina por carma. Apaixonada por gatos, praia, livros, carnaval, coca cola e umas delícias a mais. Aquariana com ascendente em áries. Tia babona. Mulher forte e chorona. Menina boba, dessas que escreve para não explodir e ainda acredita no amor.

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