O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

E EU QUE PENSAVA QUE VERMELHO FOSSE SÓ MAIS UMA COR


Toda vez que a encontrava, eu me perdia. Não sabia se aqueles olhos me comeriam ou se aquela boca eu beijaria um dia. Seu batom vermelho era a porta do desejo que ela carregava, e eu louca, daria tudo para experimentá-la. Seus olhos firmes me intimavam, eu sabia que não resistiria a tanta tentação que nela existia.

De certa forma, eu já estava na dela e ela parecia saber disso. Não fez charme e com audácia me estendeu a mão e me puxou para dançar... Mãos na cintura, cara a cara. Olhos pretos contornados, cabelos pretos e longos, exalando seu perfume – aquele que só de senti-lo me excitava -, sua boca vermelha na minha frente, tudo era desafiador demais para a minha pobre resistência. Não houve como disfarçar, o perigo naquele momento estava me chamando para jogar.

Bastou um beijo e logo aquele desejo em chamas me tomou.

A noite estava apenas começando, e eu já tinha o gosto dela na minha boca, o vermelho daquele batom trazia o gosto de cereja. Não fiz nenhum esforço para tirar as manchas, pelo contrário. Não me privei de me“lambuzar”, assim saberiam que a boca que me beijou era daquela moça de olhos famintos e de lábios tão atraentes.

Deliciosamente saboreado eu pude experimentar, enfim, o sabor daquele desejo tão materializado que meu prazer desejou alcançar. E eu que pensava que vermelho era só mais uma cor tive a certeza de que não há fogo sem calor.



ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

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