O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

AMIZADE POR CONVENIÊNCIA EU DISPENSO.


Sabe aquele momento decisivo da sua vida em que você reavalia tudo e percebe que não faz mais sentido manter relações vazias? Pois é. Às vezes a gente até tenta pelo carinho, mas aí se dá conta de que não é uma amizade verdadeira e percebe que é melhor deixar ir. 

Saber que o outro não está bem, falar só da sua vida e não se preocupar com o que está acontecendo com ele não é ser amiga (o). Aliás, se sempre é só você falando da sua vida sem sequer se preocupar em perguntar como o outro está, você provavelmente ainda não entendeu o que é uma amizade. Ficar feliz ou satirizar a derrota do outro pelas costas só porque a sua vida não está do jeito que você quer, não é ser amiga (o). Contar os segredos de uma pessoa que já foi amigo e não é mais, é falta de caráter e sinônimo de que você também nunca foi amigo para valer.

Ser presente somente quando precisa ou quando convém não faz parte de nenhuma amizade sincera (e o notório afastamento quando ambas as situações não acontecem é a maior confirmação disso). O mesmo vale para as "amizades" de aparência por motivos fracos como achar legal ser "amigo de todo mundo"  leia-se de ninguém.

Ficar com ironias, cutucadas, indiretas e afins para quem um dia foi ou ainda é seu amigo, seja por qual motivo for, prova que a relação não é sincera, já que não opta por falar claramente a ele o que realmente te incomoda. Julgar alguém por coisas que o outro disse sem ouvir o outro lado da história é não só injusto, mas também burrice. Seja amigo ou não.

Estes casos e também naqueles em que é clara a ingratidão, a falta de empatia/cuidado e também a notória exigência de qualquer tipo de esforço para manter o laço, eu definitivamente vou tirar da minha vida. Vou me afastar e não faço questão alguma de uma tentativa de reaproximação porque não será espontânea, como toda demonstração de afeto deve ser.

Só decidi deixar claro aqui para que ao menos tenham bom senso de não me dizerem que sumi, que estou estranha ou qualquer coisa do gênero. A consciência segue tranquila, o coração em paz e a forma de encarar as relações agora é um pouco mais realista. É assim que deve ser.

BEATRIZ ZANZINI.
Jornalista, escritora e filósofa de bar. Escrevo em uma tentativa de me descobrir e também de desvendar o mundo. E então percebi que, ao compartilhar minhas ideias e sentimentos, às vezes consigo ajudar não só a mim mesma, mas também outras pessoas que se identificam com as minhas vivências. Isso me traz uma inspiração ainda maior a cada dia.

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