O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ONDE ESTÃO MEUS BONS AMIGOS?



Eu sempre digo que não saberia viver sem amizades. É verdade. Estes últimos anos foram um pouquinho difíceis porque vi grandes amigos mudarem para longe. A gente sabe que a distância não acaba com uma amizade verdadeira (e é verdade mesmo!), mas a saudade vira e mexe bate, assim como aquela vontade de encontrar para tomar uma cervejinha, papear e esquecer dos problemas da vida.

E nos dias difíceis, então? Aqueles em que a gente precisa de um abraço, de uma bronca, de um conselho... Daquele amigo? Pois é. Às vezes eu acho que também tenho que ir para longe, às vezes acho que preciso de novas amizades que não tenham planos de sair daqui (rs)! Mas a questão não é só essa. Eu realmente valorizo uma amizade e fico pensando se é por isso que me decepciono tanto com algumas.

Me decepciono quando vejo que só me procuram quando precisam, que esquecem quando estão bem, que só falam sobre si mesmos e não se importam nem um pouco em saber como estamos (ou só fingem que se importam quando é conveniente). Me decepciono também quando vejo qualquer sinal de disputa ou ciúme. Não entra na minha cabeça como uma amizade pode ser sincera se não existe o querer bem do outro e se você não sabe lidar com a liberdade do outro.

Me decepciono, principalmente, quando cobram o que não são capazes de oferecer. Quando não se importam com pequenas coisas e faltas que sabem que nos magoam. E também quando pensam que podem se afastar e voltar a qualquer hora que sempre estarei ali na espera.

Enfim, acho que essa reflexão toda é pela saudade enorme que sinto das amizades bonitas. Das amizades que acrescentam. Das amizades que são presentes e que marcam presença por puro carinho e vontade de estar perto. Sim, elas são raras e isso eu sempre soube. Mas é que hoje, particularmente, a falta delas está gritando dentro de mim...


BEATRIZ ZANZINI.
Jornalista, escritora e filósofa de bar. Escrevo em uma tentativa de me descobrir e também de desvendar o mundo. E então percebi que, ao compartilhar minhas ideias e sentimentos, às vezes consigo ajudar não só a mim mesma, mas também outras pessoas que se identificam com as minhas vivências. Isso me traz uma inspiração ainda maior a cada dia.

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