O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ME PERDI PRA VOCÊ!


O riso, o olhar, o desejo, o abraço, as vontades, a saudade... Tudo era só teu, até o vazio que se alojou aqui quando você quis levar tudo de mim e simplesmente me abandonar. Eu que pensei que você seria meu complemento, tinha se tornado meu único lamento.

Passou de um "talvez" para um "quase" e não soube mais progredir dentro de mim, tinha se deixado abandonar com toda a bagagem de planos que eram nossos. Você mudou nosso tempo...

Fechou o tempo, se perdeu e quis me levar  por pouco não fui. Aprendi que essas coisas rasas não merecem minha atenção. Eu senti muito, doeu algumas vezes e em outras bem mais forte, só não derrubou, mas balançou... E em um dos balanços, o “sacolejo” foi tão preciso que soprou em mim a certeza de que aquele "meu quase amor" seria só uma nuvem naquele tempo nublado que pairava sobre mim, decorrente da tempestade que você deixou. Agora as previsões indicam céu aberto, sol entre nuvens com pancadas de chuva...

Chuva para lavar a alma e me limpar de você. Aceite o que és e conviva consigo, meu abrigo não lhe acolhe mais. Não precisa me devolver nada do que de mim você levou, não preciso das suas migalhas. O amor regenera e com toda certeza ele vai me renovar. Quanto a você, não há nada que eu possa fazer, minha atenção e dedicação não te pertencem mais


ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

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