O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

BRASA.

Só quero passar algumas noites com você e ouvir os seus suspiros intercalados com o som da sua boca chamando pelo meu nome e clamando por mais.
Eu só quero a sua companhia pra gente fazer algumas coisas que a tua mãe lhe proibiu de fazer.
Você gosta de se sentir amado ou desejado?
Eu posso roubar algumas cervejas, um vinho daqueles mais baratos e um maço de cigarros e te ensinar a fumar. Desligue o seu celular, essa noite o seu namorado vai ter que passar sozinho porque tudo que eu quero ter é a sua companhia.
Eu não estou precisando do seu amor, mas eu conheço alguns lugares escuros dessa cidade onde posso te mostrar algumas coisas que eu sei fazer sem que ninguém nos veja.
Eu não quero ser o seu namorado. 
Eu só quero ter alguém com quem sair, ficar pelado, rir aos montes e ficar embriagado pela madrugada.
Eu não quero ser seu namorado. 
Eu só tenho algumas lembrancinhas pra você.
Então se você me diz que não pode ir à festa , eu rebato dizendo que a festa sou eu e que estou me levando inteiro até você , e que na verdade já estou na esquina da sua casa esperando você entrar no carro sem que nenhum dos seus vizinhos vejam.
Não vamos ter pressa pra tornar isso alguma coisa. 
E também não precisa ter pressa pra arrancar a roupa. 
Tenho uma playlist que é perfeita pra esse momento e você vai saber a hora de arrancar a minha camisa.
Eu sinceramente espero que o seu namorado não se importe quando descobrir sobre as várias vezes em que ficamos no banco de trás e embaçamos os vidros do carro só com a nossa respiração. 
E também espero que você não conte que fui eu quem desligou seu telefone quando ele ligava loucamente enquanto estávamos a sós.
Quando eu parar o carro em frente a sua casa você me dá um beijo em segredo meio que às pressas pra ninguém saber e a partir daí nossos corpos podem se aquecer . Depois a gente espera até que as faíscas comecem a pular por todo o ambiente. 
E quando os bombeiros chegarem e todos os vizinhos estiverem de roupão e com os olhos esbugalhados na rua, todos saberão que o incêndio começou com a nossa paixão. Então vai lá amor, deixe que os vizinhos chamem a policia pra mim. Enquanto eles discam o número, vamos arder em brasa.
Mas vamos sem pressa.
E enquanto isso não vira algo, vamos embaçando os vidros do carro.


BRUNO FIGUEREDO
Poeta e Escritor. Capricorniano com ascendente em Paulo Leminski e lua em Tati Bernardi. Fã de ficção cientifica e de romances clichês. Dono do pseudônimo @sujeitoeu. Escrevo, mas escrevo sobre mim, e nem sempre sou só amor..

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