O amor é brega. E quem não é?

terça-feira, 22 de agosto de 2017

ME APAIXONEI PELAS TUAS CORES.



Estou perdido, tenho certeza disso agora. Perdido em tudo isso, nem sei como pude ter vindo parar aqui. Eu estava bem sozinho, estava dormente e exatamente onde eu deveria estar. Fechava os olhos e não tinha sorrisos na minha cabeça. Não tinha vontade de ninguém do meu lado na cama. Seguia os dias com uma mesmice, acostumada à rotina que foi aparecendo de uma forma tão tranquila e simples. Acho que é isso, simplicidade.

Gostava da forma simples que tudo estava sendo; como um pintor que escolhe tons pastéis e simples para uma grande tela, que não se surpreende em nenhum momento com a aparição de um azul por que sabia que ele estaria lá, combina com tudo e não causa aquela ideia de destoar do restante.

Sempre assisti as pessoas ao meu redor supervalorizando esse amor romântico. Não sei bem o motivo já que apenas as machucava e fazia sofrer. E pensavam. E acreditavam. Talvez se eu tiver sorte ele nunca apareça pra mim. Nunca me escondi, ou muito menos fugi de algo ou alguém, só não acontecia comigo, entende? Não para mim.

Como quando você assiste aos filmes sobre inverno e espera que neve no deserto, só por que naquele cenário todo branco pessoas encontravam suas outras metades. Pensava que saberia, que poderia reconhecer e evitar quando fosse acontecer. Tinha um plano para correr para o lado contrário; fugir o mais rápido que pudesse, correr até minhas pernas ficarem dormentes. Então, de repente quando estava com a guarda baixa — de alguma forma que ainda estou tentando entender, de algum jeito completamente surreal  você vem e aparece na minha vida, com essas covinhas e esse sorriso que não consigo decifrar.

Seu jeito de mexer no cabelo quando fica nervosa, ou de não conseguir pensar sem barulho. Ou sua mania de ler tudo e qualquer coisa que aparece na sua frente, e ficar procurando musicas horríveis que ninguém nunca ouviu falar, mas se encaixam de alguma forma em algum momento seu. Aí você apareceu me pedindo desculpas, por não sei o quê, como se existisse algum motivo de sempre estar me pedindo desculpas.

Você era como um filhotinho maltratado que tinha sido abandonado, com seus olhos grandes e risada alta, e em nenhum momento, de forma alguma, estava preparado pra você. Nem pra sua vontade de conhecer o mundo; eu tinha o meu, minhas fronteiras bastavam. Agora não mais, agora nada mais basta, posso sentir tanto sua falta que chega a doer, e não é apenas uma dor sentimental ou psicológica, não é só saudade.

Sempre me considerei uma pessoa com o pé no chão, então como acha que me senti quando me peguei sonhando com nós dois? Quando decorava aquela parte do livro que você sempre sonhou ouvir. Quando assisti a aquele filme que realmente não fez sentido nenhum pra mim, te fez sorrir, me explicar qualquer que fosse aquele sentido implícito que não tinha sentido algum. Sua intensidade sempre me assustou, como uma aquarela; então uma noite dormi niilista e acordei pela manhã um bobo querendo ter você do lado para tocar o tempo todo. Estou apaixonado.


VITORIA LORDEIRO
Sou tímida ao extremo mesmo parecendo ser alguém extrovertido, Amo MPB (coleciono discos); não assisto televisão , nunca. Escrevo sempre tentando decifrar a alma masculina. Amo café, ler e ficar vendo receitinhas na internet.  Prefiro livros a festas. Amo comidas estranhas, quanto mais esquisita e nojenta mais eu gosto. Choro vendo ursinho Pooh e sempre torci para o Frajola.  .

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