O amor é brega. E quem não é?

terça-feira, 4 de julho de 2017

DANDO UM TEMPO A PERDA DE TEMPO!



Sei lá, às vezes bate um medo de não conseguir ter inspiração para escrever mais ou ser mal interpretado naquilo que procuro propagar. Sabe aqueles cantores que faz um bombástico sucesso com determinada música e, simplesmente nunca voltam a apresentar produto novo que encante aos ouvidos como a primeira?! Daí, uns insistentemente persistem produzindo besteiras, enquanto outros desaparecem do cenário caindo no completo esquecimento.

Palavras não faltam, nem cessam instantaneamente. Escasso é a coerência daquilo que somos em relação àquilo que pretendemos vender no nosso cartão de visitas. Escrever é falar sério ou ser cômico, tudo depende do apelo. Pode agradar ou causar repulsa. Ser compreendido nas entrelinhas é a ressaca advinda de uma incrível e agradável noite de bebedeira – a vida é assim, oscila entre o bom e ruim, e nem sempre os prazeres são obtidos em águas claras e cristalinas. O que não vale é ser uma mentira ambulante, fazendo de conta o tempo todo apenas para satisfazer o ego de outrem usando como plano de fundo a imagem de razões que não acreditamos.

Deixo claro, antes de qualquer coisa que, tudo aquilo que me presto a escrever é o retrato fidedigno daquilo que já vivi, vivo ou acredito, sem receio de incitar o julgamento alheio – justamente por ter provado na própria pele o significado. De modo especial, esta metodologia de narrar a vida acaba formatando as nuances do meu contexto, me fazendo perceber alguns equívocos e acertos cometidos, afinal, para quem acredita na capacidade evolutiva, os dias se tornam rascunhos que serão passados a limpo no desenrolar da vida. Graças ao bom Deus.

A cada inspiração que me vêm à tona, procuro aproveitar e desenvolver ao máximo. Adoro quando as palavras vão fluindo de modo solto, encontrando sentido e sabor na degustação alheia, seja falando de dor ou amor – as palavras sempre oferecem acalanto. Em algum momento sempre terá alguém atravessando a narrativa transcrita.

Ultimamente meu maior foco tem sido as relações longas e duradoras, mas nem sempre esta condição é a realidade na qual observamos por aí. Tem muita gente vivendo um puta “faz de conta” apenas para conservar alguém ao lado, transformando união em detenção. Talvez o monstro da solidão esteja impedindo o abandono da tristeza e trancafiando as portas da esperança, mas de antemão eu vos digo: o amor é um tesouro que pode ser garimpado nas mais diversas minas e o mundo é um cardápio de possibilidades.

Já vivi uma gama de relações turbulentas, daquelas que qualquer pessoa percebe que não existe futuro algum. No entanto, quando se está dentro de uma grande piscina gelada o corpo acaba se acostumando por medo de abandonar o recinto e se sentir acometido pelo frio exterior. Mesmo sabendo que existe algo errado, acreditamos na ilusão de ocorrer mudanças advindas do nada. Bobagem! Se algo estiver errado, pule fora mesmo que em alto mar, pois quanto mais longe for, maior será o esforço para desatar os nós.

Vejo tantos casais infelizes por comodismo, travando a possibilidade de ambos se realizarem bem longe um do outro. Demorei a perceber que relação que vai e volta a todo instante é o mais nítido significado de masoquismo. Já dizia a sabedoria popular: “comprar um carro que já foi seu é encarar os mesmos problemas com mais quilômetros rodados”.

Hoje eu prezo muito a calmaria que encontrei. É comum passar por turbulências e sair mais forte, mas viver 24 horas por dia, 7 dias por semana numa relação mais explosiva que o Estado Islâmico é uma guerra cujo inimigo é você mesmo. Fuja do suicídio afetivo e construa a sua base sólida.

Mire a felicidade e acerte em cheio!



DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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