O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O AMOR NÃO É TÃO MALEÁVEL ASSIM



Esses dias eu parei e pensei: como o amor tem sido algo difícil de cultivar, né? A gente anda para cá e para lá e o amor nem “tchuiú”. Procuramos as melhores sementes, adubamos a melhor terra, aguamos e quem disse que nasce uma "flor do amor" dali? Procuramos nas esquinas, nos bares e se duvidar até nos motéis, mas ele não aparece. 

Quer dizer, não como realmente queremos que ele apareça. Do jeito que imaginamos e criamos; ele pode vir, mas provavelmente será um pouco diferente do planejado. E acabamos nos acostumando com amores vagos, relacionamentos vazios e, constantemente, pensando se alguma vez já conhecemos o amor como ele é.

Há quem diga que sente saudades de quando o amor era fácil de ter, mas aí eu te pergunto: ele já foi, algum dia, tão fácil de se ter nas mãos? Será que nem um trabalhinho deu? Seja abdicar dos seus finais de semana com os amigos, guardar dinheiro pra ir ao cinema ou ajudar a comprar aquele negócio que vocês queriam tanto. Tem certeza que não teve sequer uma dificuldade? Ah, teve sim. Pode não ser perceptível, ou você pode ter feito com que seu cérebro não percebesse a não maleabilidade do amor.

O amor é como pássaro livre, ele vem e volta. Para em nossa mão por um instante, mas só um instante mesmo, nos embala e aquece o coração, faz nosso estomago embrulhar, nosso pensamento ir a mil e as mãos suarem, mas logo ele voa e deixa nosso peito apertado. Voa para encontrar outra mão que lhe dê carinho e afago, voa para encontrar outros rostos e novos ares, voa para tentar uma nova felicidade. Mas, quem sabe, se for realmente amor, ele voltará pra você.

É que ele quer crescer, e como a Kell Smith diz em uma de suas músicas: “e quando cresce quer voltar do início, porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

A gente faz o que pode pra ele (o amor) vir e ficar, mas pra valer, sabe? Nos doamos e ficamos cheios de esperança, até ele ir novamente. Então... Se o querer o fizesse ficar, ele nunca mais iria embora , se a fé o fizesse fazer parte de nós, muitos casais ainda estariam juntos. Logo, eu mais uma vez paro, penso e dessa vez chego à uma conclusão: o amor nunca foi manipulável, ele é do jeito que é e pode ser que ele nunca seja realmente meu, teu e nosso.


LAYLA MOTA.
16 primaveras. Uma baixinha arretada e apaixonada por um ilustrador. Aspirante à blogueira, escritora e desenha nas horas vagas. Louca por fotografias e pôr-do-sol, cristã evangélica de corpo e alma. Coleciona sonhos, histórias e gosta de compartilhá-los com gente que gosta da gente.

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