O amor é brega. E quem não é?

terça-feira, 20 de junho de 2017

FELIZ POR ACIDENTE



Atravessando a incerteza, sem olhar para os dois lados da via, esbarrei num sorriso. Confesso que desde criancinha a distração me persegue e em muitos momentos me fez perder a real dimensão das oportunidades que cruzavam o meu trajeto. Numa espécie de cegueira temporária que obstruiu minhas próprias vontades. Mas desta vez não foi uma distração qualquer, naquele exato momento percebi o melhor acidente que aconteceu em minha vida. Logo eu que costumava planejar rotas, me vi perdido num caminho que estranhamente me fez encontrar o sentido e recobrar o juízo.

Há muito tempo estava cogitando dar um salto na vida, levantar a poeira e mudar radicalmente de ares. Mas não queria simplesmente seguir dicas padronizadas em manuais de autoajuda no estilo plantar árvores, escalar o Monte Everest, tirar selfie com tubarões brancos, pular de parapente ou tatuar o corpo inteiro. Eu necessitava encontrar em mim todos os sonhos que hibernaram aos efeitos entorpecentes da desconfiança alheia e despertar-lhes de uma vez por todas.

Foi justamente o que aconteceu. A partir daquele inofensivo sorriso fui descobrir que minha verdadeira vocação estava atrelada ao alcance da felicidade e então pulei de cabeça. Claro que pode parecer óbvio demais, afinal, felicidade é o fator condicionante ao bem estar geral da humanidade. Até aí nada de novo, mas você já parou pra pensar o que realmente te faz feliz?! Digo isto porque na maioria dos casos a felicidade só pode ser atingida com grosso calibre monetário ou troca de interesses. Tem muita gente confundindo o verdadeiro sentido das escolhas e acabando por viver contextos que não lhes pertencem.

Até mesmo nas relações de amizades ou matrimônio, sei lá, existem aqueles que defendem escolher laços que forneçam segurança financeira, poder ou status. Pra ser bem franco e honesto, conheço o mensurado perfil aos montes e já passei o constrangimento de ser isolado por não ofertar as características que suprissem tal demanda. Felizmente tenho conseguido me manter distante de tudo que comprove esta condição que tanto me enoja, afinal, não somos obrigados a manter nos ombros fardos que impedem o nosso progresso.

Às vezes é preciso provar doses homeopáticas de realidade para refletir sobre aquilo que atrasa nossa vida. Nem toda astúcia é benéfica quando estamos cercados de interesse escusos, dupla identidade e oposição.

Por isso eu vos digo, pare de correr atrás de quem quer apenas sugar sua energia. Na equação dessa conta cujo x é a incógnita que define a nossa felicidade, não aceite nenhuma forma de subtração, pois o melhor método para atingir sonhos sempre será a adoção de elementos que somem desejos inteiros. Nada nem ninguém é mais importante nem melhor que você, portanto, encare de frente este espelho que reflete sua alma e, sem pânico, ame a imagem que traduz o dono das vitórias que virão no frete das escolhas.

Você é proprietário de todos os bons fluidos da mesma forma que também será penalizado por não saber gerenciar os resíduos infectantes que circundam sua porta. Resta apenas decidir se a felicidade será peça meramente decorativa ou organismo vivo nesse sistema que impulsiona sua vontade de vencer o jogo da vida.

Te espero no pódio! Bora?!

DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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