O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

AMOR MINEIRO.



Meu primeiro voo foi pra Belo Horizonte. Voo curtinho de uma hora e quinze, mas suficiente pra eu pegar na mão de Deus, só por causa de uma balançadinha que o avião deu. Pra mim era uma turbulência dessas de filme, sabe? Mas fiz cara de quem sabia o que tava rolando e 'mantive a calma' (lê-se disfarcei muito bem o cagaço que estava).

Pousei em BH e logo de cara me encantei pelo sotaque. 5 minutos depois, pelas mineiras. Nuh! Peguei sotaque muito fácil e, confesso, fiquei doido por uma morena também. 10 minutos em terras mineiras, eu já estava apaixonado.

Claro que em algum momento ia surgir a clássica pergunta: Zêro ou Galo? Bom, essa eu vou responder lá no final do texto.

Minas não tem mar, mas ironicamente tem uma marina. Marina menina, que não tem barcos ou iates, mas tem um bocado de cachinhos e um carinho todo especial.

Melhor assim, porque além de medo de voar, também não sou muito fã do mar. Prefiro ficar em terra firme. Na segurança da minha menina morena.

Algumas horas depois e eu descobri o amor mineiro, com beijo de pão de queijo e café quente como o desejo. Noh! Pensa num trem bão dimais da conta?

Na briga pra ver quem fica com o lado da parede, a gente colocou o colchão no meio do quarto. Agora não tem mais canto. Tem um inteiro feito de amor, e com muito amor.

A verdade é que a gente se acostuma muito rápido com coisa boa. Dois dias sem a sua companhia e eu já tô reclamando pro mundo dessa saudade à toa.

Voltei pra São Paulo com um gosto de saudade na boca e o corpo pedindo mais. Não é mais do mesmo. É mais de Minas, que só quem já foi sabe do que estou falando.

Minha escolha não tem muito a ver com futebol. Eu não manjo nada de astronomia (nem de astrologia), mas cada uma das estrelas que compõe o cruzeiro da camisa azul celeste ganhou um M. É assim que, mesmo longe, eu tô sempre perto da minha marina menina morena.

A estrela que sobrou? É segredo. E se me perguntarem, eu nego!

DIEGO HENRIQUE.
Prazer, Diego Henrique, 24 anos, Paulista e solteiro. Um aquariano na casa dos vinte, que brinca com as palavras e coloca os sentimentos na ponta dos dedos.

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