O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

QUANDO VOCÊ PARTIU


Desculpa por ser dessa forma, por não te dizer diretamente tudo isso. Mas vai ser melhor assim. Eu não vou te mostrar todas as músicas que queria, nem vou te contar o nome que quero dar para os meus gatos... Está doendo, querido. Porque acho que acabamos e parece que tudo terminou mais mal do que parecia ser, apenas por que eu estou muito magoada com você. E quando entramos nisso, sem mais nem menos, não era pra gente se machucar assim... Porque eu tenho mais sentimentos do que te mostrei ou demonstrei, de repente você se tornou a pessoa mais importante pra mim. Porque eu acordo olhando para o celular para ver se você também já acordou e poderia, talvez, estar pensando em mim.

E aqui estou, novamente, sentindo que sou a mais idiota do mundo por ter deixado outa pessoa entrar na minha vida, nos meus sonhos de novo. Porque pensei, por um momento, que pudéssemos nos curar de toda dor que já sentimos, de toda magoa do passado. Não quero aguentar firme, nem mesmo me iludir novamente porque tudo na minha cabeça grita pra me afastar de você. Quando a dor voltar vou me arrepender.

Eu vou perder tudo, por que vou te arrancar da minha vida e de mim. Vou construir muros mais altos e mais fortes ao meu redor, fortalezas intransponíveis com toda essa dor do meu peito. Você venceu minhas barreiras muito fácil e aqui estou eu, novamente, machucada, arrasada. Eu disse que iria te magoar, agora vou, tanto quanto também estou sendo ferida. Fazer exatamente o que devia ter feito desde o início e não deixar nada desse impossível sonho ridículo se tornar real. Contos de fadas não são reais e nada disso vai acontecer comigo, porque eu não sou uma princesa em um castelo e você não é meu príncipe.

Mesmo que eu tenha perdido meu caminho, está na hora de encontrá-lo novamente. Não me diga que vai fazer tudo diferente, porque tivemos nossa chance, mas, quem somos nós para termos o direito de sonhar com felicidade? Duas pessoas feridas demais, inutilmente tentando construir algo, algum sonho idiota de verão com borboletas no estômago e pedaços de felicidade; quem somos nós para reclamarmos o direito de felicidade? Ela nunca pertenceu a nenhum mortal, nem mesmo ao mais corajoso ou mais sonhador. Ninguém pode dizer que foi feliz durante toda a vida.

Para nós sobra apenas pequenos momentos desse sentimento que buscamos com tanto esforço. Quantas vezes te pedi pra sair da minha vida antes que sentíssemos qualquer coisa, antes de suas cantadas idiotas no meio do dia me arrancar sorrisos iludidos e bobocas. Não somos metades, nem mesmo somos inteiros, não somos muita coisa nessa piada que chamamos de existência. Estava indiferente ao passar das horas, até você se jogar na minha vida e dentro de mim.

Agora dói e vai doer por muito tempo. Da felicidade nos é permitido conhecer pequenos relances. Agora da dor... A dor, meu querido, podemos conhecer cada nuance, cada mínimo detalhe desta sempre companheira. Agora, depois de te arrancar do meu peito e deixar essa ferida sangrando por muito, muito tempo, seguirei tentando nunca mais me permitir achar que posso ser assim tão bobamente iludida de novo.


VITORIA LORDEIRO
Sou tímida ao extremo mesmo parecendo ser alguém extrovertido, Amo MPB (coleciono discos); não assisto televisão , nunca. Escrevo sempre tentando decifrar a alma masculina. Amo café, ler e ficar vendo receitinhas na internet.  Prefiro livros a festas. Amo comidas estranhas, quanto mais esquisita e nojenta mais eu gosto. Choro vendo ursinho Pooh e sempre torci para o Frajola.  .

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