O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 11 de maio de 2017

NÓS NUNCA FOMOS AMOR


Por mais que eu queira, por mais que eu venha tentando há algum tempo, meu amor por você nunca foi como o encontro do céu e do mar, ou até mesmo daquela constelação de estrelas brilhantes, ele nunca foi aquilo que você vê de longe e os admira por estarem juntos. Ele era vazio, sem graça, sem cor e repetitivo. Aliás, pra falar a verdade, acho que nunca foi amor. Era uma forma de evitar a carência que nos perturbava toda noite, isso sim era recíproco, a carência. Achei você e te coloquei num cantinho de mim para que ela nunca mais me perturbasse. E funcionou, por um tempo.

Várias vezes teus amigos te diziam: Demonstra antes que ela se apaixone por outro. E você nunca ligava ou dava a mínima para o que eles te avisavam. Nem sequer tentava mudar ou fugir um pouco da rotina, já eu, por várias vezes criei e inventei motivos pra sairmos ou comemorarmos, e você nunca sequer notou. E aconteceu. Quer dizer, foi bem pior. Eu não me apaixonei por alguém, eu apenas me desapaixonei por você, da maneira mais fria e realista que você possa imaginar.

Eu nunca cheguei a cogitar que você seria o amor da minha vida, aquele cara que eu iria casar, ter filhos e fazer churrasco no domingo. Você foi alguém pra ficar por um tempo, matar a carência, dizer adeus e nem sequer dar meu número. Bola pra frente que a vida anda, o mundo gira e a carência passa. A minha passou e eu percebi que nós nunca fomos amor.

Me afastei, apaguei teu número dos meus contatos e você da minha mente, no começo foi difícil, não vou negar. Quando você se acostuma, as coisas se tornam mais difíceis. Mas o tempo passou, eu consegui desapegar, larguei mão de você e depois de um tempo nem sentia mais falta das nossas noites abafadas.

Certo dia te vi na rua enquanto tomava café, sorri aliviada, cheguei a conclusão de que nunca fomos amor e continuei minha vida.

LAYLA MOTA.
16 primaveras. Uma baixinha arretada e apaixonada por um ilustrador. Aspirante à blogueira, escritora e desenha nas horas vagas. Louca por fotografias e pôr-do-sol, cristã evangélica de corpo e alma. Coleciona sonhos, histórias e gosta de compartilhá-los com gente que gosta da gente.

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