O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 17 de maio de 2017

MINI WEDDING OU IGREJA?


E aquele clichê de que todo relacionamento é lindo no começo, é fato ou mito? Não sei dizer. Um fato que posso afirmar é que sempre começamos já fazendo muitos planos, quase sempre esquecemos do tempo presente e já idealizamos apaixonados o novo apartamento, o vestido de noiva, igreja ou um local à beira da praia para a realização de um mini wending (nova tendência intimista para os casamentos), apartamento ou casa, dois carros ou um carro só, viagem pós casamento ou festa? Sim, isso acontece, e cá no meu mundo de poeta extremamente sensível isso sempre foi uma realidade. Não sei na de vocês, aliás sei, acho que acontece só comigo.

Nessa jornada de vários começos e alguns recomeços, uma coisa aprendi; o tempo presente sempre será inevitável e sempre falará mais alto. Sabe aquela surpresa realmente inesperada, surpresa de verdade, em dia comum (não contam datas comemorativas), aquelas declarações face a face, os textos apaixonados que mandou no aplicativo de mensagens, aquele texto lindo que de repente te deu vontade de deixar no feed do seu parceiro(a), as semanas que sofreu junto com o outro e tantas outras benfeitorias, pois então, isso é passado e não será usado como contrapeso na balança da dor, quiçá aqueles sonhos lindos que tiveram para o futuro.

É natural do ser humano, todos criamos defesas ao longo da vida, é muito comum de um momento a outro nós “des(idealizarmos)” o outro, isso, acabei de criar essa palavra, percebi que o príncipe romântico e doce também azeda de vez em quando, a princesa meiga e linda também tem suas crises e que ambos em um momento de imersão em sentimentos e traumas criados no passado, principalmente na infância, podem se transformar em verdadeiros monstrinhos.

O que fazer nesses momentos? Sinceramente não sei, cada indivíduo tem uma necessidade e a coisa fica feia quando as necessidades são opostas. Te decepcionei né? Sinto muito, mas não escrevi esse texto com a resposta ou solução, escrevi apenas por ter entendido que nada que tiver feito no passado, ou sonhado pro futuro servirá de contrapeso para os nossos “erros” que muitas vezes nem são erros, e sim, o momento presente inevitável e mais forte que tudo. Se alguém ai tiver a resposta por favor me diga.


FELIPE ESCOBAR
Nascido em Minas Gerais e renascido na Bahia há cinco anos, atualmente em São Paulo. Formado em Sistemas de Informação por descuido,  é empata, pai, poeta, agente do pertencer, perpétuo aprendiz das humanidades, especialista em nada. Sonha em aprender a cozinhar, a tocar violão e a ser cada vez mais feminista. É apaixonado por gente e se conecta facilmente com as suas dores. Uma delas provém da divisão dos seres humanos em classes. Sua maior utopia é se formar no curso de meninice. Acredita que ser humano é um ciclo contínuo e diário, e quer expandir a sua mente diariamente. Chorão, hoje se permite errar (e como erra) e experimentar coisas novas. Se interessa por meditação e por conhecimentos espiritualistas, mas somente aqueles que o aproximam do outro, sem exceções.

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