O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

JÁ NÃO FAÇO MAIS PARTE DE VOCÊ



Enquanto eu enxergava só você na minha vida, você fazia o contrário e dava espaço para tantas outras pessoas entrarem na sua. E vivíamos nesse jogo de várzea em que jogávamos, mas que só você dava o show.

Enquanto eu deixava você de titular no meu time, eu ficava de reserva no seu. Sim, lá no banco, esperando por sua boa vontade para me pôr pra jogar. E o seu time era grande demais. Você se preocupava mais em quantidade do que qualidade. Parecia que, depois de alguns dias, eu já não fazia mais parte dos seus jogos. Mas eu notei que fazer parte do seu time, não seria uma boa escolha pra mim.

Você, um grande patético, sempre se preocupou em quantidade do que qualidade e acabou perdendo uma grande jogadora. Sim, perdeu uma grande peça da sua vida, uma pessoa que realmente jogava pro seu time com amor, com prazer e com a verdade, enquanto as ''suas outras'' jogadoras jogavam por jogar. Jogavam por interesse. Jogavam por uma noite. Jogavam por um gole do seu copo.

Que boba sou. Idiota, também. Enquanto eu te colocava - lá em cima -, você pisava. Enquanto eu te dava valor, você não reconhecia. Enquanto eu vivia dispensando tantos caras por aí achando que você seria uma grande pessoa pra mim, você dava bola e oportunidade pra outras mulheres fazerem parte da sua vida e dos seus joguinhos. E, é verdade, com elas sim você pode jogar. Pra lá e pra cá. É o nível delas, de viver assim na mão de grandes babacas, um-dia-de-cada, de cama-em-cama, de boca-em-boca. Comigo não. Aqui o jogo é bruto.

Acordei pra vida e vi que já não vale mais a pena fazer parte desse seu time pequeno. E caí fora desse time de cabeça erguida, sabendo que quem perdeu não foi Eu, mas sim... você. E perdeu feio, cara, pois tenho certeza que daqui uns dias, lá pra frente, vou te fazer falta e você vai se arrepender por ter perdido uma - grande jogadora - querendo jogar a sua vida com pequenas garotas sem qualidade.

FERNANDO OLIVEIRA.
Escritor, paulista e abriga um amor infinito. Escreve suas histórias como uma noite que invade a alma e o toma desses ares e aroma, de uma louca e qualquer agonia de vida. Quer expor as cicatrizes das dores passadas, quer que vocês, leitores, o sintam com o coração, assim como tocou, um dia, o próprio coração que hora chora, por escrever apenas aquilo que tanto um dia desejou viver.


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