O amor é brega. E quem não é?

terça-feira, 16 de maio de 2017

DE QUE JEITO VOCÊ AMA?


Quem deita ao teu lado e diz que te ama, te ama de um jeito lúcido e libertador ou te ama porque não consegue abrir mão de uma relação doente? Você já teve coragem de perguntar pra esses olhos grandes que te olham se eles são felizes ao teu lado? É que sabe como é , amar não é difícil, mas ser feliz amando nem sempre é coisa fácil. Porque tem amor que pesa, que sufoca. Tem amor que parece prisão, doença. Que parece ser ,mesmo sem nunca ter chegado perto disso. E às vezes a gente sabe que é esse amor que a gente oferece, mas continua ali, entupindo, massacrando, fazendo o outro engolir doses do amor que a gente aprendeu a dar. A gente assiste ao outro doer sem ter a coragem de perguntar se ele está feliz, porque no fundo, e nem tão fundo assim, a gente sabe a resposta. Porque o amor conta-gotas é dose doída até pra gente.

A gente é capaz de fazer os outros nos amar com maestria, porque o amor deixa a gente maior, mais forte, poderoso. Só que a gente usa o poder de um jeito tirano , e vira mestre , e vira rei nisso, e vira ditador ditando regras pra que nunca a dor seja nossa. Usa o poder do amor pra oprimir, pra enaltecer só as nossas vontades, pra testar até onde o outro vai. E ele vai...vai tanto que um dia já não se reconhece mais. Porque oras, nós aprendemos que amor precisa de provas, e a gente quer, a gente busca, a gente exige, mesmo que a gente nunca tenha provado o amargo que é ser colocado em prova o tempo todo.

Só que a gente tá amando errado. A gente tem que usar o poder do amor pra amar de volta, como um super-poder. A gente tem que amar bonito, tem que amar preocupado se o que a gente oferece é amor-sorriso.

Amor não tem que ser porta pra gente entrar e sair quando bem entende, amor tem que ser janela. Pra dar asas, pra acenar já com saudade contando os minutos, pra deixar voltar e pousar quando a felicidade do lado de dentro for maior que a do vento lá fora. Amor não é prisão, é sol na cara. Amor não é “tá bom”, é “vamos lá”. É construção com projeto assinado por dois.

A gente tá amando errado porque a gente não ama, a gente quer é ser amado. E amor só é certo quando é junto, quando é paz, quando a gente responde que sim, que está feliz , olhando nos olhos do outro.

Não é preciso coragem para o amor. É preciso coragem para amar.


ANA CAROLINA SOUZA.
Jornalista por indução do destino, são paulina por carma. Apaixonada por gatos, praia, livros, carnaval, coca cola e umas delícias a mais. Aquariana com ascendente em áries. Tia babona. Mulher forte e chorona. Menina boba, dessas que escreve para não explodir e ainda acredita no amor.

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