O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

VOCÊ NÃO MATA A SAUDADES, MAS ESTÁ DEIXANDO ELA ME MATAR!



Qual é?! 

Achou mesmo que eu nem ia notar tua ausência? Você foi embora achando que eu não sentiria falta, mas quando você foi, algo desmoronou por aqui. Quando você foi faltou tudo para mim, faltou abrigo, faltou atenção, faltou sorriso, faltou amor, faltou a gente na minha vida que virou uma sobra de lágrimas e dias regados a disfarces, para ninguém perceber o vazio que você deixou nessa sua despedida covarde, nesse avião que você entrou olhando para trás, mas sem coragem de voltar. 

Você pegou um vôo sem escala para bem longe da minha vida e agora eu fico te vendo nessas fotos que não te mostram mais, afinal, três meses se passaram e eu só percebi no primeiro dia do quarto, que você não voltaria mais; e doeu, e tem doído. 

Você nunca vai saber o que a saudade está fazendo comigo. Você nunca vai voltar, e eu demorei demais para aceitar. Assim como demorei para te aceitar na minha vida, e depois demorei para admitir que te amava. E eu te amava demais. E enquanto isso for verdade, ainda vai doer, moço. Vai doer até eu encontrar um novo amor, pois a vida é assim, feita de encontros e despedidas, e mais que tudo, feita de muitos amores.

E eu quero que você saiba que encontrar outro amor jamais vai diminuir o amor que tivemos, sabendo que fomos únicos e suficientes. Você não conseguiu continuar e, sei que um dia entenderei. Mas hoje eu só consigo chorar sua saudade, hoje é o segundo dia do quarto mês, ontem tudo se tornou real e eu ainda sinto sua falta! Saudade é isso que carregamos um do outro, o pouco que conseguimos levar quando tudo acaba; parece um furacão, e a gente vai tentando segurar com os braços desesperados um pedacinho do que foi construído, e conseguimos muito menos do que gostaríamos. Eu espero que você também sinta saudade, e na minha esperança covarde, espero que ainda sinta aquela vontade de olhar para trás, mas dessa vez, crie coragem para voltar.


NATH SOARES
Uma menina-mulher, brasiliense, perdida nos sonhos e achada no meio das palavras. Escreve desde que aprendeu a unir letras para formar mensagens. Por ironia, cursa Letras, talvez para se entender. Ama a escrita, mas mantém paixões como violões que não sabe tocar, corações que não acha a porta e a saudade, que preza pela inspiração que lhe traz. Coleciona canecas, miniaturas e amores inacabados. Carrega vícios como café, livros, rock e MPB. De amor e romance, tem o ser inteiro.

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