O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

UM CAMINHO CHAMADO LIBERDADE!



Peguei meu carro e saí. Som alto, vento na cara, pouca bagagem. E você estava lá! O mesmo sentimento, o mesmo trajeto, as mesmas ideias loucas de viver intensamente todos os sabores da vida. Tudo o que eu queria era me perder nos caminhos da vida e me encontrar nos teus braços. Viver sem rótulos, sem convenções, sem ser obrigado a ter uma meta traçada para os próximos cinco anos. O que fazer? Parar em todos os pubs no caminho, tomar umas e ouvir boa música e, enquanto isso, te beijar sem culpa e sem pudor. Dormir no banco de trás, acordar enquanto você dirige se achando a melhor motorista das galáxias. Contar piadas sem graça e achar graça quando você começa a rir. Risos de ingênua felicidade que nos fora proporcionada, risos de quem mal sabia pra onde ia e tampouco se importava com isso.

Cruzamos cidades e estados, províncias e vilarejos, aprendemos muito, ensinamos algo, nos permitimos em tudo. Embalamos crianças, ajudamos velhinhos a atravessar a rua. Choramos com o cortejo fúnebre, consolamos a viúva. Dormimos e acordamos em tantos lugares, comemos em tantas pocilgas, vimos tanta gente, cada qual com seu jeito, sua forma, sua cor, sua crença. Nadamos nos rios, mares e oceanos, andamos de maria-fumaça, navegamos de transatlântico, voamos de teco-teco. Vimos animais de todas as espécies, de todas as famílias, de todas os ecossistemas. Dançamos na chuva, nos bronzeamos ao sol.

Em cada sorriso teu, a certeza de que tudo que outrora fora importante perdera o sentido e que a vida medíocre um dia vivida jamais seria perpetrada por mim. Fomos nos construindo durante o percurso, nossas novas identidades eram muito mais fieis a nós mesmos,  jamais seriamos novamente como fomos em  nossas antigas vidas. Em nosso DNA não havia mais nenhum traço da civilização caótica que havíamos deixado pra trás, éramos uma nova vertente da evolução da raça humana. Vivíamos como se o mundo fosse nosso habitante: coexistíamos. Conseguimos, enfim, tirar nossas vendas para as necessidades do outro, para as necessidades do mundo que, como um ser, conosco convivia. 


Tudo o que aprendemos, sentimos e praticamos está marcado em nossas almas como tatuagens feitas pela mão de Deus, apenas porque nos permitimos viver, nos permitimos amar sem fronteiras, nos permitimos ser mundo e não apenas estarmos nele. E não voltamos atrás, nunca voltaremos. Ora, não há bilhetes de volta quando a viagem é para o infinito e o caminho para chegar a ele é a liberdade!


EDSON CARDOSO
Professorzim brasiliense, formado em letras, amante de (boa) música e rato de jogos online. Um cara que não é um poeta, mas que se arrisca a brincar com as palavras. Nem de longe um boêmio, tampouco um insensível nato. Gosta de ficar em casa enchendo os "pacovás" das irmãs e ouvindo o cantarolar de sua mãe. Coleciona fotos e lembranças das viagens que já fez e planeja muitas outras. Alguém que agradece a Deus diariamente o dom da vida e a graça de ter uma família com quem pode contar. 

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