O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 2 de março de 2017

QUANTO TEMPO EU VOU TE AMAR?


Você dizia que era pelo mesmo tempo que as estrelas permanecem brilhando no céu, que era como o mar: infinito. Você dizia que me faria te amar a cada dia, a cada noite e a cada manhã que iriamos passar juntos. Eu acreditei! Realmente acreditei que seria possível amar uma pessoa como você me disse que me faria te amar. Mas afinal porque você precisaria de me dar motivos para te amar?

Eu já amava o seu sorriso torto, seu olhar de canto de olho quando queria me convencer a fazer alguma coisa. Eu já amava os seus dias rabugento sem querer conversar com ninguém. Amava quando você me contava teorias que eu nunca ouvi falar, mas você tinha a paciência de me explicar, e de me deixar curiosa para saber mais.

Eu já te amava e não sabia.

Mas você sabia, e por saber do meu amor você queria me mostrar o seu amor. Quando dizia que iria me fazer te amar todos os dias, era porque você já me amava diariamente, mesmo quando eu acordava com o cabelo bagunçado, quando deixava a toalha molhada em cima da sua cama. Você amava o meu café forte e amargo, amava os meus defeitos e enxergava qualidades que nem eu mesma sabia que tinha.

Foi em você que eu fiz a minha casa, você se tornou o dono da minha saudade e meus dias não eram os mesmos sem você. As horas passavam devagar quando eu sabia que iria te encontrar. A minha vontade era de jogar tudo para o alto, de esquecer meus compromissos para me afogar nos teus braços, sentir o teu toque e ver os seu sorriso que eu sabia que era só para mim.

Com você o silêncio não era uma tortura, pelo contrário, era o nosso jeito mais puro e sincero de nos comunicar. Quem nos via de fora poderia achar que éramos apenas mais um casal chato, mas nós nos encontramos em nossas “chatices” nas nossas esquisitices e fizemos delas a nossa maior ligação. Nos apaixonamos sem saber, sem perceber já éramos parte um do outro.

E se me perguntarem por quanto tempo eu vou te amar? Hoje eu não sei dizer, amanhã também não, porque nosso amor não existe tempo, não existe certeza, não existe maneira certa ou errada, existe apenas o amor, o eu e o você. Nós somos dois que se completam, somos um mais um, somos muito mais do que só dois. Nós somos o próprio amor. Do nosso jeito estranho, a prova de que o amor é a coisa mais estranha do mundo e ao mesmo tempo a melhor coisa que poderíamos viver.




TAMARA PINHO.
Jornalista por amor (e formação), mineira, e sonhadora como uma boa pisciana. Vivo na internet, então é fácil me achar. Acredito que a escrita é libertadora e nos possibilita viver em diversos mundos ao mesmo tempo.

0 comentários:

Postar um comentário