O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 30 de março de 2017

E O TAL AMOR!



Estão veiculando por aí que amor é dor, saudade, é perda de sanidade.
Me faça um favor? Lave a boca pra falar do amor!
Se o que julgas amor é desassossego se enganou. O amor é , sobretudo, aconchego e desapego. Não atribua ao amor o desespero da tua espera, nem a saudade que te faz perder a estribeira, a saudade de quem se ama só traz boas lembranças e jamais as cobranças de um vazio que é somente seu!
Eu até te entendo, fomos ensinados a acreditar no amor das telenovelas dos romances campeões de venda, que no último capítulo se casa, mas não antes de passar pela fogueira da disputa, da perda. Aquele "amor" que é separado pela classe social , pela secretária mais bela segundo um padrão de beleza que da mídia é patrão.
Limpei da minha cabeça todas essas sujeiras, acredito piamente no amor que se entrega, sem necessidade real da reciprocidade. E por falar em reciprocidade, esta que nada mais é que uma exigência chula dos que não sabem amar genuinamente,  aí vai minha sentença: a reciprocidade é bela, quando verdadeira, mas acima de tudo é livre e não vem da mesma maneira que pintastes nas tuas telas de ilusão. A reciprocidade não tem medidas nem parâmetros, assim como o amor também não. Esperar que te amem de alguma forma é plena bobagem, é se entregar à ilusão, ao que em pouco tempo irá chamar de decepção!
Me faça um grande favor?! Lave sua boca pra falar do verdadeiro amor!


FELIPE ESCOBAR
Nascido em Minas Gerais e renascido na Bahia há cinco anos, atualmente em São Paulo. Formado em Sistemas de Informação por descuido,  é empata, pai, poeta, agente do pertencer, perpétuo aprendiz das humanidades, especialista em nada. Sonha em aprender a cozinhar, a tocar violão e a ser cada vez mais feminista. É apaixonado por gente e se conecta facilmente com as suas dores. Uma delas provém da divisão dos seres humanos em classes. Sua maior utopia é se formar no curso de meninice. Acredita que ser humano é um ciclo contínuo e diário, e quer expandir a sua mente diariamente. Chorão, hoje se permite errar (e como erra) e experimentar coisas novas. Se interessa por meditação e por conhecimentos espiritualistas, mas somente aqueles que o aproximam do outro, sem exceções.

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