O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ACHO QUE ESTOU AMANDO OUTRA VEZ

Leia ao som de Te Faço Um Cafuné - Dominguinhos 

"Acho que estou amando outra vez. Mas, será mesmo que isso é amor?" Essa, e outras perguntas, rondavam os pensamentos de Alice desde a hora que acordava até o último pensamento antes de pegar no sono.

Logo ela, apelidada de coração de gelo, sentia o coração derreter pelo moço de sorriso fácil. Respondia cada mensagem dele com um sorrisão brilhante, como se ele pudesse ver através da tela, mas Alice sempre acreditou que era possível transparecer a felicidade através das palavras.

A cada elogio que recebia dele, sentia o coração se derreter mais um pouco. Ainda achava tudo isso inacreditável, mas assim como a Alice das histórias, essa Alice da vida real acreditava em tudo. Principalmente no amor.

"Amar é uma palavra muito forte, mas acho que estou gostando. Gostando muito." Essa foi a conclusão dela depois da última conversa.

Já faz algum tempo que ela havia desistido de encontrar alguém, não queria mais sair, não queria conhecer ninguém. E aí vem a vida e joga esse moço da forma mais inesperada. Até hoje ela tenta se lembrar do momento exato que ele entrou em sua rotina, mas só consegue se recordar dele puxando papo sobre qualquer coisa aleatória. Ela sentiu algo diferente se remexer dentro dela desde então.

Não sabia se eram as borboletas de seu jardim interior aparecendo, se era uma ansiedade por saber onde isso ia dar, ou se era um pouco de tudo. Mas ela sabia que algo estava diferente. E, com os dias, foi começando a gostar dessa sensação. Quando viu já estava se jogando sem saber o que lhe esperava.

"Eu já cai tanto e tão feio que mais um risco de queda não me assusta." Disse Alice para si mesma no momento em que tirava os pés do chão.

Mal sabia ela que esse moço já estava a esperando em algum lugar desse caminho pra alçar voo junto com ela. E dividir assim o que quer que a vida lhes desse.

De preferência, o amor.


MARINA COUTO.
21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós

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