O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O DIA QUE TE CONHECI DEVIA SER FERIADO NACIONAL

Leia ao som de Soulstripper - A Ruiva 

O dia que te conhecia deveria ser feriado nacional... Tá, pode me chamar de exagerado, eu tô pouco me importando. Até porquê, de exageros ela entende muito mais do que eu.

Mas eu já vi dia de tanta coisa, de tanto santo, de tanto herói nacional e tanto-sei-lá-o-quê, que eu quero ver quem vai me peitar e dizer que eu não posso criar um feriado para o dia que eu me encantei por aquele sorriso! É isso!

Pela autoridade a mim revestida (por mim mesmo, foda-se) de escritor exagerado/apaixonado, eu declaro que hoje — o dia que você está lendo esse texto — é feriado nacional, com ponto facultativo e, pra ganhar aquela horinha marota a mais,  término de horário de verão

Decreto assinado na mesa de um boteco, no verso de um papel de pão e carimbado com ketchup e um dedão. As resoluções feitas nos botecos dessa vida são levadas muito mais a sério do que aquelas que os engravatados fazem. Palavra de cachaceiro, digo, escoteiro!

Hoje é o feriado de valorizar as coisas novas dessa vida. Aquelas inusitadas, que aparecem do nada e no meio de uma conversa casual. Hoje é o dia da aleatoriedade. Dia de se permitir o novo. Pra mim, hoje é o dia que eu conheci a dona de um sorriso que, puta que me pariu, me parou!

Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer à minha curiosidade, em segundo a minha amiga e em terceiro o tio Mark Zuckerberg. Um nome, uma pesquisa e uma noite inesquecível.

— Fala pra sua amiga que o amigo gordinho do seu amigo achou ela muito linda! E, a essa altura, isso já ficou mais confuso que o suco do Chaves, que é de limão, mas parece tamarindo e tem gosto de groselha. Por falar nisso, o beijo dela tinha um gostinho de groselha mesmo...

Ruiva natural, o rosto cheio de sardinhas e... Não, pera aí. Assim fica parecendo que ela tinha um monte de peixe na cara e não vai ficar legal. Vou tentar de novo. A inspiração do meu decreto de feriado é ruiva natural, daquelas que tu leva uma vida pra conhecer (e a hipótese de beijar então é mais remota do que o próprio controle).

O rosto dela é cheio de sardas pequenininhas — ficou melhor assim? — que realçam ainda mais quando ela abre aquele sorriso e os olhinhos se fecham. Não basta ser linda, ela tem que tocar violão e cantar. O que eu concluo? Que ela tem chulé ou que ela tem um dedo a mais no pé.

Eu nunca vi um anjo na minha vida, mas no auge do meu exagero, eu aposto que eles se parecem com ela! A única diferença é que a minha anja deve ter sido expulsa lá do paraíso, com uma garrafa de Jamel na mão, uma de vodka na outra e tomando velho barreiro de canudinho. Alguém tem o telefone do AA celestial por aí?!

Ela até começou a tocar violão, mas antes que eu ficasse com mais cara de bobo ainda, arrebentou a corda mizinha. Que dó! Ela sorriu e me beijou. O banho de bebida fica por conta da casa. Ela bate na mesa, grita e rouba. No truco e nos beijos.

Um shorts curto, um cinto largo, a blusinha decotada e, quando escorreu um pouquinho de bebida, a minha curiosidade pra saber se aquela pintinha entre os seios tinha alguma parente perdida por aí... Dei um último beijo, já com gosto de saudade, mas com vontade de quero mais.

Pra que a pressa? O cedo de hoje pode ser o tarde de amanhã. Vou ficar mais um pouquinho: acabei de lembrar que é feriado...


DIEGO HENRIQUE.
Prazer, Diego Henrique, 24 anos, Paulista e solteiro. Um aquariano na casa dos vinte, que brinca com as palavras e coloca os sentimentos na ponta dos dedos.

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