O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ME DEIXE IR SE...

marcinha-rocha

Me deixe ir se já nem tudo o que eu faço te faz suspirar... Se já não satisfaço as suas necessidades, fazendo seu coração palpitar ou se chegamos ao ponto de não te fazer mais sorrir ao lembrar das minhas trapalhadas, ao ver minha foto na tela de bloqueio do seu celular, ao lembrar daquele dia na praia em que fomos só nós dois contra o mundo...Ou ao menos só nós dois contra qualquer coisa que pudesse ameaçar a nossa felicidade e o nosso mundo.

Me deixe ir se tudo o que te faz estar preso a mim hoje são as lembranças, e a vontade de que aquela sensação sentida não vá embora, mesmo sabendo há tempos que ela já se foi e que não seremos mais a metade do que fomos, que já não sabemos mais o que sentimos ou quem somos. Me deixe ir se em teu coração tudo o que pulsa é a saudade de quem eu fui, se não é mais agrado que minhas mãos causam ao tocar seu corpo, se é saudade que sente todas as vezes que olha em meus olhos porque você teima em dizer que eu não sou mais a mesma, quando ambos sabemos que eu continuo inteira aqui em terra firme e você está em voo livre sem vontade de pousar.

Me deixe ir se o segurar de nossas mãos andam cada vez mais frouxos, se cada vez que sente que estou partindo mais um pouco, você não tem vontade de me segurar mais forte, de me puxar pra perto, de não me deixar escorrer por entre seus dedos, de achar que eu não sou mais um porto seguro, que não sou mais capaz de ultrapassar os muros que você ergueu entre nós. Me deixe ir porque não quero me perder de tanto tentar... De tanto errar os caminhos pra te encontrar de novo.

Não quero perder a mim mesma tentando preencher os seus vazios até que eu nunca seja suficiente, me deixe ir, se entre um sorriso e outro você deixou de enxergar o brilho em meus olhos porque eles, são o espelho do que eu via em você.


MARCINHA ROCHA
Paulistana, geminiana e dona de uma gargalhada que chama a atenção. Estudante de ciências contábeis, viciada em pessoas, em comportamento humano, filosofia e música e adora uma boa conversa. Apaixonada por olhares e sorrisos, ouve mais do que fala e o que não fala escreve sem parar. Intensamente viva, brutalmente apaixonada por momentos espontâneos de felicidade e praticante voraz de uma dança descompromissada,

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