O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

BRISA LEVE, LEVE



Hoje eu acordei mais cedo como se tivesse sido despertada pela saudade. 
Demorei alguns minutos para me orientar no tempo e assimilar a sua falta ali do meu lado. 

Caiu a primeira lágrima. 

Os pensamentos em você e a lembrança do seu sorriso que sempre me convidava a sorrir mesmo quando eu estava chateada, me fizeram sentir uma dor profunda pelo orgulho autoritário que vez ou outra não me deixou expressar meu amor, não deixou que aquela ligação fosse feita ou que aquele pedido de desculpas pudesse nos ter dado mais minutos de felicidade. 

Eu te perdi num sopro, e foi a vida (morte) que me venceu e te levou de mim.
Eu quis te dizer todas as vezes que quando eu queria experimentar cozinhar algum prato novo, era pra você. 
Eu quis te mostrar nas entrelinhas de um poema que aquele ali falava exatamente de você.
Eu quis te convencer a acreditar que os melhores planos envolvia você neles. 

Mas, algo/alguém não deixou. 


E agora eu me perco aqui, sem tua presença, sem tua força, sem teu cheiro. 
Terei que soprar esse ar que te leva em frente a um espelho e sentir você voltando pra mim, me encorajando a seguir. 
Aos passos que darei de hoje em diante, carregarei os teus bons sentimentos, as boas lembranças e o amor que você germinou aqui. 

Seja leve e deixe o sopro viajar tua alma para um lugar bom, eu seguirei teus sinais. 
Teu amor será minha rota, te seguirei pela luz.



ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

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