O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

AMOR DE SUTILEZA

Leia ao som de ZAYN - PILLOWTALK, Silva.

Enquanto você me mostra a capa de seu tão amado livro no computador, me sento na beirada da sua cama para ver melhor e também porque é bem mais confortável que ficar em pé, convenhamos.

Logo em seguida você vem, me pede pra arredar pra você deitar em meu colo porque quer cafuné. E, quando dou por mim, já tenho meus dedos envolvendo seu macio cabelo, enquanto sinto seu rosto chegando mais perto do meu pescoço. Você começa a brincar de adivinhar cada fragrância do meu perfume e eu me divirto com sua barba levemente me arranhando.

De beijo em beijo, você me deita na cama e gentilmente traça um caminho em meu corpo enquanto tira meu vestido. Já disse o quanto a sua sutileza me encanta?

Você desvenda cada parte do meu corpo numa amostra grátis do que está por vir. Entre beijos e carinhos vamos pro outro quarto, com uma cama maior, com mais espaço pros nossos corpos que se descobrem involuntariamente.

A gente não liga de incomodar os vizinhos. Estamos no nosso paraíso e o resto que se exploda. Nossos corpos tem um encaixe tão perfeito que até me assusto. Pode ser da forma que for, deitados, sentados, em pé, sempre se encaixam.

Sua barba. O caminho pra me levar ao delírio. Você sabe e abusa disso. Cada mínima parte de meu corpo estremece ao menor contato com ela. Com ela, você desenha um mapa dos meus pontos fracos: aquele mini vale entre orelha e pescoço, entre os seios, virilha e pernas. Você me conhece melhor do que eu.

E hoje é você quem guarda meu prazer. É você que me leva ao paraíso do prazer com um simples toque. É pra você que meu corpo se entrega sem medo e pudor. É com você que meu corpo quer dividir a cama, seja pro sexo, seja pra falar de astronomia.

MARINA COUTO.
21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós

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