O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

VAI TER EXPOSIÇÃO DA MINHA VIDA SIM!




Cada um tem o direito de expressar opiniões e ter posicionamentos nos mais variados temas que compõem as páginas do nosso cotidiano. Apesar de discordar de algumas ideias (e propagar outras), sempre procuro conhecer as razões que fazem fulano denegrir beltrano ou mesmo exaltar qualquer estilo de vida, seja ele qual for.

Ontem estive lendo um texto daqueles que são fundamentados em estudos científicos de algum pesquisador de Harvard - vários autores costumam enfatizar isso para atribuir credibilidade a qualquer besteirol. O texto em questão buscava explicar os motivos que levam os casais a expor vida afetiva em redes sociais através de fotos, vídeos e declarações diversas: infelicidade ou desejo de estampar na rede sentimentos inexistente na realidade (segundo a conclusão do próprio autor).

Após rápida reflexão em torno do meu próprio relacionamento e tendo em vista minha discordância das conclusões deste estudo, afirmo que, ao contrário da crença popular daqueles que culpam toda desgraça sentimental em trabalhos espirituais (macumba, vodu, olho gordo, seita, frevo, axé, sei lá o que) prefiro demonstrar afeto seja qual for o palco ou a platéia. Se for preciso subir na mesa de um bar lotado e ser repreendido por qualquer segurança com senso de humor ácido ou mesmo interromper cerimônia de casamento para prosseguir a vida com alguém prestes a cometer um equívoco - certamente farei.

Prefiro dizer e demonstrar aquilo que eu sinto sem ser contido. Eu nunca soube falar baixo, nunca experimentei entregas parciais nem me imagino amando em modo avião porque os únicos responsáveis pelo triunfo ou falência da relação são o próprio casal.

A maioria dos eventos que nos causam satisfação é evidente, ou por acaso alguém começa a trabalhar numa excelente empresa e age como agente secreto da CIA, escondendo de tudo e todos a própria identidade?! Ninguém compra carro para ficar enfeitando a garagem e nem veste aquela roupa especial para deitar e dormir. Quando estou feliz sinto necessidade de compartilhar com o mundo os motivos, porque a inveja é muito nanica perante o Deus que entrego meus anseios. Portanto, não integro o time daqueles que deixam o medo do insucesso contaminar a áurea.

Outro dia assisti a um vídeo onde determinado músico narrava como foi a inauguração de um Pub que houvera sido convidado para tocar. Total desastre de público – na verdade, só estava presente ele, alguns funcionários e os dois sócios do estabelecimento. O músico não se conteve e questionou onde estavam os amigos, familiares, cachorro, papagaio e a resposta foi surpreendente: Não divulgamos o evento para evitar que a inveja pudesse de algum modo impactar negativamente no nosso negócio (e o resultado foi inversamente proporcional).

Posso parecer louco ou seguro demais, mas a grande verdade é que sempre seremos julgados, seja por expor ou esconder demais e, se me permitem um conselho, prefira sempre pecar pelo excesso, prefira descobrir como foi na pele ao invés de questionar ao léu como poderia ter sido se (...). Por essas e outras eu sigo disparando minha metralhadora de selfie ao lado daquela que me encanta exponencialmente a cada dia, aquela que mantém acesa a chama que inflama minha vontade de protagonizar mais uma história entre aquelas que finalizam o enredo dizendo: “e viveram felizes para sempre”.


Desde muito novo eu aprendi com o Pica-Pau que Vodu é pra Jacu. 





DIEGO AUGUSTO

Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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