O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TE TRAGO EM UM TRAGO


Acendi até um cigarro  e olha que nem fumo.

Sentei-me naquela cadeira do canto, onde costumávamos colocar nossas roupas usadas no final do dia. Eu queria apenas um lugar para te olhar em paz. Você dormia... Daria meu reino por aqueles sonhos que te acompanhavam naquele momento. Fiquei te olhando. Admirando entre um trago e outro, lembrando de cada detalhe de quando te encontrei... Os pensamentos voavam juntamente com a fumaça do cigarro. Como você é linda! 

Eu estava recheada de pensamentos sobre você, me sentia extremamente feliz por te ter em meus dias – e, nossos dias estavam tão corridos – que eu sentia falta de apenas te olhar. Soltava lentamente a fumaça tragada cada vez que você se remexia, não queria te acordar e aquele momento egoísta era todo meu. Prezava por ele a cada segundo. Era o alimento mais nobre que meu coração cultivava de você. E, sabe amor, você é a pessoa mais linda que apareceu em toda minha humilde vida. 

Tenho sensações de que nos conhecemos há tempos... O cigarro estava chegando ao fim e você já ia acordar, levantei e fui em sua direção, te abracei apoiando sobre mim. Prontamente você se acomodou, olhou pra mim e sorriu, soltando reclamações sobre minha demora em chegar e sem tempo de resposta você adormeceu. Fiquei imóvel com você em meus braços, só conseguia agradecer a Deus por ter você, você era exatamente como eu queria e agora estava ali comigo. Pra mim. Meu coração cansado, descobriu que podia enfim sossegar com você do meu lado... É, estou feliz! 

Suspirei e te abracei forte, estava comigo a calmaria dos meus dias, o desacelerar do meu coração, aquela a qual escolheu me acompanhar. Sim, fui escolhida, a nossa reciprocidade começa daí, agora adormeço sabendo que ao acordar é você que meus olhos vão encontrar. Vem amor, vamos sonhar... E amar, amar e amar.



ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

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