O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

TALVEZ O PRIMEIRO AMOR SEJA PARA SEMPRE


Talvez eu nunca esqueça da primeira vez que vi o seu sorriso, das primeiras palavras que trocamos, do nosso primeiro beijo. Talvez eu nunca esqueça de quando nos vimos pela primeira vez, de como logo de cara tivemos uma antipatia mútua e de como, nos meses que se seguiram, passamos implicando um com o outro, sem revelar o que realmente estávamos sentindo.

Até que um dia descobrimos que tínhamos mais afinidade do que imaginávamos, que juntos nos dávamos bem e que toda a implicância era apenas um disfarce para esconder um outro sentimento.
E esse novo sentimento, que ainda estávamos descobrindo, ia crescendo cada vez mais e a necessidade de nos encontrarmos era cada dia maior. Até que um dia nós nos descobrimos apaixonados.

Da paixão se tornou amor, um amor tão forte e puro... Nos tornamos cúmplices, nos tornamos mais fortes, pois não éramos apenas pessoas que se completam e se tornam um. Sim, nós nos completamos, mas continuamos sendo dois. Dois que, com todas as suas diferenças, se amavam, mas como a vida não é como um conto da Disney, onde tudo acaba em um “e viveram felizes para sempre”, o nosso “sempre” acabou antes do que imaginávamos. E todos os planos ficaram para trás sem a perspectiva de se tornarem reais algum dia.

Cada um foi para o seu lado, com seus amigos, casa, trabalho e tudo mais. Um de nós foi mais longe, enquanto o outro optou por caminhos diferentes. Apesar de tudo ainda nos gostamos, mas isso não seria suficiente para sustentar uma vida inteira. Alguns “para sempre” realmente precisam acabar mais cedo do que outros, mas não é porque o “juntos” não existe mais, que precisamos nos tornar completos estranhos para uma pessoa que fez parte da nossa vida por um bom tempo.

Não é porque você está do outro lado da rua que eu não vou acenar e te cumprimentar. Não é porque acabou que vamos morrer um para o outro. Talvez, e existe uma grande chance disso ser verdade, o primeiro amor seja para sempre e ele foi criado apenas para nos lembrar que se já amamos uma vez podemos amar mais e mais, e que se não deu certo não é preciso sair culpando alguém. Talvez seja apenas uma questão de momentos de vida diferentes, e essa seja uma oportunidade de encontrar uma pessoa que esteja no mesmo “lugar” que você naquele momento. Talvez essa pessoa também não fique para sempre, mas talvez você possa fazer o seu sempre com ela por um momento.

TAMARA PINHO.
Jornalista por amor (e formação), mineira, e sonhadora como uma boa pisciana. Vivo na internet, então é fácil me achar. Acredito que a escrita é libertadora e nos possibilita viver em diversos mundos ao mesmo tempo.

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