O amor é brega. E quem não é?

terça-feira, 8 de novembro de 2016

FICA COMIGO?



Quero ficar contigo. Não é amanhã, semana que vem ou da próxima vez que formos ao cinema. Quero ficar contigo agora! Não sei bem quantos quilômetros nos separam neste exato momento, se eu for a pé, de ônibus, carro, avião ou jato supersônico, sei que demorará uma eternidade. Preciso de você agora. Mais do que impregnado em minha pele, o seu cheiro está em minha alma. Basta-me fechar os olhos que eu sinto seu perfume me inebriar todos os sentidos.

Seu sorriso me invade até os pensamentos mais banais sem, nem ao menos, pedir licença. Ele me invade, me possui, me transporta através de longínquos mares imaginários em que aporto no cais dos teus olhos castanhos. Navego milhas, enfrento tormentas, confronto hordas bestiais e, dentre todos os portos que me oferecem abrigo, é o farol dos teus olhos – que sorriem miúdo – o único a me apontar o horizonte onde ancoro a minha paz.

Quero poder gritar ao mundo que eu te encontrei. Que todos os caminhos por onde caminhei até o momento, convergiram para que eu pudesse chegar ao seu encontro. Quero poder planejar em sua companhia o almoço de domingo, a viagem de fim de ano, o nome de nossos gatos, a cor da parede da sala e o tamanho de nossos sonhos. Quero sua letra cuidadosamente desenhada num bilhete preso à  geladeira com qualquer lembrança para uma mente por vezes esquecida. Feira, mercado, médico marcado às três. Mas, no fim, sempre terminando com o mesmo adorável clichê: P.S.: Eu te amo!

Quero ficar contigo apenas. Não peço muito e não exijo nada além de reciprocidade. Mas preciso de você agora aqui comigo. Não se preocupe com hora, modo ou lugar. O meu agora é, apenas, a certeza de que encontrarei rubro, vivo e compassado, um coração que deixei pulsando sobre as mãos de quem escolhi para escrever a dois uma nova história. Se estiver tudo bem para você, quero ficar contigo hoje, amanhã e todos os dias em que houver vida dentro de nós. Fica comigo?



VITOR VILAS BÔAS.

Baiano, professor de história, apaixonado por política, café basquete, fórmula 1, natureza e pizza de atum com catupiry. Hoje caminha sem muita pressa pelas ruas de Aracaju, deixando as ideias fluírem através do encanto captado pelos seus olhos e ouvidos. Anda, frequentemente, de sorriso e coração abertos, vivendo com a intensidade que os seus 30 anos ensinaram.

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