O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A NOSSA HORA NÃO CHEGOU

❁ Ouça enquanto lê: Cartas pra você, NX Zero 

Uma segunda feira qualquer de 2016.
Começo te pedindo desculpas por ainda não ter te esquecido, mas tem certas coisas que não são possíveis de esquecimento. 

Como você tem passado?
Eu tô seguindo a vida. Aprendi muito cedo que mesmo que as coisas não estejam como planejadas, a gente deve seguir em frente que aos poucos a gente se recompõe. E é isso que tenho tentado fazer, e tá até funcionando. Mas como eu já te disse, você tem um espaço especial no meu coração pra sempre. 
E são dias como hoje, já te explico o motivo, me fazem sentir uma dorzinha de saudade no peito. 
Decidi sair mais cedo do trabalho, joguei aquele velho caô de que iam entregar algo em casa e eu precisava estar aqui, passei na farmácia, comprei chocolate e me joguei no sofá. Comecei a procurar por algum filme pra me fazer companhia, precisava de algo bem amorzinho, e enquanto procurava, me deparei com seu filme favorito, Toy Story. Lembro do seu espanto quando soube que eu nunca assisti, e na mesma hora você disse que assistiríamos juntos comendo pipoca. 
Mas essa hora nunca chegou. 
Nem a hora de eu conhecer seu cachorro novo, nem a hora de eu ver seu corte de cabelo novo, nem a hora de eu fazer um almoço com sua comida preferida. 
A nossa hora não chegou. 
Tivemos apenas alguns segundos nossos, mas não tivemos nossa hora. 
Isso deve ter sido o destino nos mostrando que a vida pode ser recheada de amor, mas que ainda não era nossa vez.
Não foi nossa vez de observar essa bela lua juntos, que por sinal, me faz companhia enquanto te escrevo esse texto e me pergunto se você a observa da mesma forma que eu, já que você gosta de astronomia, e eu gosto apenas de observar a imensidão. 
Observar a imensidão e saber que fomos um ponto de luz, que agora vira estrela. 
Não vou mais me delongar nessa carta, queria apenas dizer que sinto saudades. Mas como já disse antes, faz parte sentir saudade.
Espero que esteja bem.
E que seja feliz.
Um abraço.
M. 


MARINA COUTO.
21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós

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