O amor é brega. E quem não é?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O AMOR É TÃO MAIOR.



Era 23 de janeiro, fazia 20 dias desde a última vez que eu tinha te visto. Nossa programação do dia era irmos a um tributo de uma de nossas bandas preferidas. O combinado foi de que nos encontrássemos em sua casa para que fossemos juntos e assim o fiz.

Cheguei um pouco antes do horário combinado e, mesmo o evento sendo open bar, ainda assim, levei umas cervejas para o esquenta. Estava nervosa por demais naquele dia, contava todos os dias que faltava para te ver e ficava idealizando o quanto seria mágico poder te olhar de perto, te abraçar e cantar alto alguns trechos das músicas que tanto nos embalam. Cheguei a ficar na dúvida se te beijaria naquele trecho: "...eu só aceito a condição de ter você só pra mim" ou se seria melhor naquela outra: "...a gente só queria um amor, Deus parece às vezes se esquecer...", gelava as mãos só de imaginar.

Abri a primeira cerveja enquanto esperava que você terminasse de se arrumar, não faltava muito e tínhamos tempo suficiente para tudo. Fui conversando sobre o evento, querendo saber se as suas expectativas eram as mesmas, se a ansiedade também estava te consumindo e, assim como eu, você estava eufórica para que tudo começasse logo. Nesse meio tempo, enquanto você gesticulava mais do que falava, lembrei do nosso encontro de 20 dias atrás e lembrei de todos os nossos assuntos, onde falar de livros e poesia fez com que tomássemos a atenção do grupo de amigos que estavam ao nosso redor, cada vez que lembrava do rosto de cada um a observar nossa conversa tão entrosada, fugia um riso do canto da boca.

Enfim você terminou de se arrumar, tomou um café (descobri naquele dia que você não é muito fã de cervejas, preferindo bebidas quentes), esperou que eu tomasse algumas cervejas e saímos ao nosso destino.

De cara o ambiente nos surpreendeu, as luzes coloridas, os quadros nas paredes, as fotos de celebridades espalhadas pelo ambiente, arrancando de nós um suspiro satisfatório em estar ali. Fomos ao bar e pegamos nossa primeira bebida. Escolhemos uma mesa recuada, mas que ficava preferencialmente entre o bar e o palco, estava ótimo. O show começaria em alguns minutos e, em meio a essa espera, falamos do próximo show que iríamos mês seguinte e eu, sonhadora, como toda aquariana, me deixava pensar o quão feliz seria dividir com você mais uma vez um show de outra banda que gostamos tanto e meio que naturalmente a gente começa a ver que nossos gostos são bem iguais.

Numa dessas você descaradamente me fala que eu combino com você, gelei da cabeça aos pés e tomei a cerveja num gole só. Nosso papo foi seguindo, descobrimos mais coisas em comum até que finalmente o show começaria, seguimos para a lateral do palco e nos soltamos, cantamos, gritamos e a diversão não parava. Ora você estava ao lado, ora na frente, ora atrás e eu feito louca rodopiando ao som de cada música entrando na sua dança. Nossas bebidas acabaram e eu fui buscar mais para a gente, você não parava e não me deixava quieta, curtimos tudo que queríamos.

No primeiro intervalo já quase sem voz, você me puxou pr'um canto e me pediu que te levasse ao banheiro, na volta tocava uma das músicas mais aguardadas da noite e quando me preparava para cantar com todas as minhas forças: "...ter fé e ver coragem no amor...", você me beijou. SIM, você! Senti naquele beijo o mundo ao meu redor girar mais rápido do que as batidas do meu coração em sentir teus lábios aos meus. Nada do que imaginei chegaria perto do que aconteceu e nem poderia, você foi sensacional.

Passamos a curtir o restante do show de forma mais próxima, em uníssono cantávamos todas as músicas com sorriso aberto e uma felicidade transparente. Todo o prefácio foi cuidadosamente caprichado, nossa história começava ali, de fato. Seja bem-vindo, amor! Nesse show que é a vida, o espetáculo é todo seu.

Então, me diz quem é maior que o amor?



ANNA OLIVEIRA.
Recifense, amante da tecnologia, leitura e MPB. Aspirante na escrita/poesia, uma menina mulher sempre em evolução, transcrevendo em palavras gritos oriundos do coração, deixando registros verídicos (ou não) nas entrelinhas. De braços e coação aberto para a vida e o amor.

FACEBOOK | FANPAGE | TWITTER | INSTAGRAM | INSTAGRAM PESSOAL

2 comentários: