O amor é brega. E quem não é?

domingo, 14 de agosto de 2016

PAI É AMOR.

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Sabe aquela história de que pai é quem cria? Acho bobagem. Pai é quem o coração escolhe. Pode ser o pai que fez a gente, o pai que criou, ou alguém que a gente escolheu como pai. Se o coração escolher, é pai.

É difícil falar sobre pai e sobre o papel do pai na vida de cada um. Pra mim, pai é quem está presente da forma que mais lhe cabe, seja fisicamente, espiritualmente, ou da forma que preferir. Nem todo pai pode ser presente fisicamente, mas acredito que existem ligações entre pais e filhos que ultrapassam qualquer barreira física.

São sensações compartilhadas a distância, lembranças por coisas simples, ligações que fazem a diferença no dia um do outro. Pais são pais.

Eu mesma já tive mais de um pai, um deles foi escolhido por mim. Não sei se ele lembra, mas foi um certo professor de Literatura que tive, em uma das fases mais conturbadas de minha vida. Ele foi tão importante quanto meu pai nessa fase e, sem saber, eles se complementavam. Incentivos, compreensão, paciência, ajuda, tudo isso faz parte do que acredito como sendo função de um pai, e esses dois fizeram isso muito bem.

Vejo muitos que apenas se dizem pais, daqueles que veem os filhos às vezes, mas que não se fazem presentes na vida deles. Encontrá-los, mas não ser presente na vida deles não te faz um pai. Isso provavelmente vai influenciar muito quando forem escolher modelos masculinos em sua vida.

Pai é presença, é carinho, é cuidado. Tudo isso numa via de mão dupla, com obstáculos, torta, e às vezes sem iluminação. A relação entre pai e filho se resume a isso. Várias vezes ao longo de nossa vida nos perguntamos como lidar com nosso pai, o que fazer, perdemos a paciência, mas, no fim, é tudo amor.

Pai é quem nosso coração escolhe pelo amor. O amor entre pai e filho é uma das coisas mais lindas e difíceis de lidar. Nem todos sabem demonstrar da melhor forma. Alguns demonstram com abraços e beijos, outros demonstram com presentes, eu demonstro com palavras.

Falar sobre pai é difícil, sobre o meu então, mais difícil ainda. A gente se entende só pelo olhar, a gente chega a ser tão igual interiormente que as vezes assusta. Mas é amor.

Pai é amor.
MARINA COUTO.
21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós

3 comentários:

  1. aaaaaaaaaaaaaaaai que coisa mais linda ♥

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  2. Eu sempre digo que pai é quem escolhemos. O meu pai me escolheu para ser filha dele e eu o escolho todos os dias também. Texto lindo, Marina. Muito mesmo!

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    1. Ler isso vindo de uma pessoa como você é até inspirador! <3

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