O amor é brega. E quem não é?

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

MULHERES


Outro dia li um texto em que explicava a relação de cada signo do zodíaco perante os relacionamentos afetivos. Ressalto, antes de tudo, que não acredito nessas definições, entretanto, confesso que ao ler as nuances do pisciano, levei um baita susto — Porra! Por que esta autora está descrevendo com tanta precisão minha personalidade?!

Imediatamente após, lembrei daquela antiga canção de Martinho da Vila — mulheres — e recordei algumas das mulheres que passaram e marcaram minha vida. Mulheres de todas as cores, idades, amores, valores, sabores, etc. Não recordo o signo de cada uma delas, mas as características psicoemocionais ... Ah! Essas eu jamais esqueço.

Logo na estreia do meu primeiro beijo, pensei que seria o último. A menina tinha uma personalidade forte e pavio curto, era uma espécie de José Aldo mirim — brigava por tudo, ou melhor, simplesmente por nada. Acho que fui o primeiro pré-adolescente a consumir Rivotril para combater a insônia e o medo de decepcionar aquela fera. Felizmente a família dela mudou de cidade e, graças a Deus não estampei as páginas do Super Notícias, nem entrei para as estatísticas dos crimes passionais.

Algum tempo depois, contando com alguns milímetros de amadurecimento e alguns quilômetros de lábios provados, comecei um envolvimento com uma mulher um pouco mais velha, no entanto, um tanto mais calma que eu — um tanto mesmo. Ela não esquentava a cabeça com coisa alguma, a vida dela era uma constante meditação. Com esta, vim a perder minha virgindade e provar os prazeres do sexo. Pena que toda sua calmaria era incompatível com minha incontrolável adrenalina, portanto, seguimos rumos que nos levaram a caminhos distintos.

E o que dizer daquela outra?! Meu Deus! Extremamente ansiosa. Logo na primeira semana do nosso envolvimento, me chamava de amor e trafegava nos corredores do shopping a olhar toda e qualquer vitrine das lojas de noivas, numa incrível avidez. No mês subsequente, já escolhia nomes para filhos que ainda habitavam meus testículos. Assustado, eu buscava a porta de saída daquela mulher, mas, sempre que isto ocorria ela me ligava se dizendo “ansiosa” para estar comigo.

Outra que passou por minha vida e bagunçou tudo — inclusive meu peito — foi a mulher incompatível. Acho que meu santo protetor cochilou quando fomos apresentados e no momento em que ele despertou, já havíamos trocado telefones, carícias e beijos. Descobri com ela que palavras de baixo calão podem ser música nos momentos de prazer, que Maria da Penha não se aplica na cama, que o amor é medido enquanto o sexo é desregrado, que nada tem sentido e que a palavra “FODAS” é a forma mais barata de sentir alívio.

Provei e enlouqueci com algumas mulheres bipolares, tipos que te amam na ida e te odeiam na volta. Já fui reprimido por estar sério demais — a famosa cara de bunda —  e julgado por rir de tudo — idiota. Falar “eu te amo” com as bipolares é quase um suicídio —  elas sempre questionam o que você aprontou, enquanto, não dizer “eu te amo” com elas é a morte propriamente dita — Filho da puta insensível!

A grande verdade é que, as diferenças alheias estimulam nossas virtudes. Posso assegurar que a cada envolvimento, cada dissabor e cada momento vivido nas relações supracitadas constituíram grande aprendizado e crescimento pessoal. Toda mulher é especial, não importam as particularidades do famoso “jeito de ser”, cada marca tem o seu valor e cada valor me marca.


DIEGO AUGUSTO.
Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

6 comentários:

  1. Hahahaha... Juro que fiquei imaginando algumas situações.
    Na vida, é sempre interessante notar as pessoas que passam e o que deixam na gente.
    Por mais que não seja tão bom, tem sempre algo que podemos aprender.
    E viva a diversidade! Das santas às bipolares. Hahahaha

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  2. Diversão. Foi isso que teu texto me proporcionou. Adorei.

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