O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O AMOR É BREGA.



De amor em amor, a gente vai vendo que o amor é bom, que o amor acalma, que o amor soma e que o amor é brega. Para mim, seu amor é tudo isso. Sei que não temos certeza do amanhã, mas enquanto temos o hoje, por que não se entregar? Aprendi com amores passados que se não nos entregamos de corpo e alma não aproveitamos o que estamos vivendo.

Com você, quero apenas ser. Ser eu, ser amor, ser dia, noite, cor e cheiro bom. Ser tudo o que me permitir, da forma mais intensa que conseguir. Quero ser companhia na coberta num dia frio, acompanhados de um chocolate quente. Quero ser parte de sua bagunça enquanto se lambuza de sorvete na pracinha do bairro num dia de sol escaldante.

Não quero um amor de fachada, só para as outras pessoas verem nossa felicidade. Quero um amor que seja dia quando a vida for noite, que seja calma quando tudo for furacão, que seja doce quando a vida se mostrar amarga. Um amor que se jogue e aceite uma ligação, chamando para comer no primeiro drive-thru pelo qual a gente passar, às 3 da manhã.

Sempre quis um amor que me inspire a ser cor, poesia e alegria. Um amor para quem eu possa mostrar as belezas que vejo na vida, que assista comigo ao pôr do sol na beira do mar e que entenda que cozinhar a dois é mais do que apenas cozinhar, é dividir gostos e manias, e também as louças para lavar.

Só te peço que não tenha medo de ser brega nem clichê, porque afinal, o amor faz isso com a gente. Não tenha medo de mandar flores num dia qualquer, de mandar um “eu te amo, tô com saudades” durante aquela reunião chata do meu trabalho. Não tenha medo de se entregar ao sentimento e ter vontade de gritar no meio da rua o quanto a gente tem se amado. Não tenha medo, apenas se entregue, e seja (meu) amor.




MARINA COUTO

21 anos, estudante de Letras, forrozeira e apaixonada por palavras. Escrevo pra me sentir livre, não tenho destinatário certo, acho que assim fico mais desapegada e escrevo Com a alma. Gosto de escrever para as outras pessoas saberem que não estão sozinhas. Quem vai ser meu interlocutor? Quem ler decidirá se aceita ser ou não. Se você se identificar, é um novo interlocutor, escreverei pensando que não estou só. Escreverei pra nós.
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2 comentários:

  1. Esse texto é todo bordadinho de coisa boa, sabe Marina?
    Você arrasou lindamente ♥

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