O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

QUIETIAPINA



Quando há calmaria você surge.
É proposital e eu sei.

Sinto sua presença de longe.

A mesa que demorei a limpar fica coberta por suas lágrimas em segundos.

Seus insultos tem gosto de álcool.
Toda vez que há luz a sua sombra a tortura.
Você é o ruído.

Você não sara.

A inquietude da sua alma não permite o meu sossego.

E é sempre instantâneo o caos se a paz for instalada.

Você suja os meus sonhos.

Você macula o meu desejo.
E você some.

O divertimento cruel do seu espírito só é belo para quem conhece a intenção.
Você não é má.
Você só está perdida.
E para não se sentir sozinha não permite que eu me ache.

Me resta te amar te odiando.
Jamais senti tanta fidelidade.

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