O amor é brega. E quem não é?

sexta-feira, 22 de abril de 2016

QUANDO NOS PERDEMOS EU ME ENCONTREI.



Oi amor, tudo bem? Como andam as coisas com você? 

Só queria que soubesse que eu sinto saudade  talvez muita —, que as coisas não estão indo como combinamos e que você me largou aqui no meio do caminho. Tentei voltar no tempo e verificar onde foi mesmo que eu errei, ou erramos, e não consegui.

Lembro-me das diversas vezes que prometemos ser firmes e continuar caminhando lado a lado, mas algo no meio do caminho se perdeu e eu não consigo enxergar o que ou onde. Tínhamos tudo para dar certo, de verdade, tínhamos a mesma sintonia, sonhos, planos, aquelas coisas só nossas, porém em algum momento elas se perderam no ar e eu não sei explicar.

Hoje completa mais um mês que você saiu da minha vida e já são exatos quatro meses longe de você. Minha caminhada voltou a ser sozinha e devo confessar que durante alguns momentos eu jurei ter lhe visto, mas deveria ser algo da minha imaginação. Durante os primeiros dias tudo me lembrava você e eu ia diariamente no lugar que nos vimos pela última vez, sentava no mesmo banco e parecia que escutava você falar: "Não dá mais, princesa, me desculpe". Foram os piores dias da minha vida e eu pensei que não iria mais passar, porém na segunda semana eu já conseguia passar por lá e não mais sentar, comecei tirar as suas coisas — que ainda se encontravam espalhadas pela minha casa — e colocar na caixa, precisava me libertar do que ainda me prendia.

Quando deu um mês eu me permiti chorar, o tempo que estava me fazendo de forte veio com tudo e eu precisava deixar aquelas lágrimas caírem. Estou me readaptando a ficar sem você e devo dizer que pensei que seria mais difícil. Dois meses se passaram e eu continuo aqui, firme e forte. Pedi para minha amiga te mandar uma mensagem para que você viesse buscar suas coisas aqui, mas você não veio. Tomei coragem e coloquei tudo para doação. Não precisava daquela caixa ocupando o meu caminho. Esqueci de te contar, já consigo sair e frequentar alguns barzinhos e vou rezando para não te encontrar em nenhum deles.

Antes do terceiro mês eu tive uma recaída, no dia em que faríamos três anos, tirei todas as fotos da caixa e chorei, porém agradeci por você ter me deixado e eu estar dando a volta por cima. Três meses já se foram e eu já nem me lembro mesmo o porque você partiu, alguns amigos ainda insistem em dizer que tínhamos tudo para dar certo, dou um sorrisinho e acredito neles, porém sei que foi melhor assim. 

Putz! Já se foram quatro meses e por coincidência do destino eu te encontrei no mercado, fingi que não vi e continuei seguindo em frente, sei que você ficou me olhando, acho que você esperava que eu ficasse chorando e correndo atrás de você. Pois é amigo, eu não o fiz. Devo lhe confessar que as coisas voltaram para o seu rumo, eu segui sem você e no começo jurava que não conseguiria. Como já lhe disse, os primeiros dias passaram devagar, mas depois eu fui me readaptando, precisava disso e não queria ser aquela mulher que corre atrás do cara quando ele termina. 

Hoje eu só queria te agradecer, por ter sido tudo que foi na minha vida, mas queria agradecer, principalmente, por ter saído. Longe de você eu me tornei forte e bem mais mulher. Ás coisas acontecem no momento exato e eu aprendi demais com tudo isso. Eu assumo que quando nos perdemos foi o momento exato em que eu me encontrei, obrigada por isso.

*Fonte da imagem*

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