O amor é brega. E quem não é?

segunda-feira, 25 de abril de 2016

EU NUNCA DEIXEI DE AMÁ-LO



Todo aquele misto de sensações começou com uma simples mensagem no msn. Aquela janelinha piscou chamando minha atenção e antes que eu desse conta já estava envolvida com esse cara há quilômetros de mim.  Ele iniciou um papo simpático e com uma semana eu já estava viciada em conversar com aquele cara. Com um mês era minha atividade favorita do dia, com dois meses eu não ficava bem a semana toda se não conversasse com ele e a partir do quarto mês eu me peguei apaixonada por aquele homem com voz grave, barba por fazer, cabelos e olhos castanhos e um jeito super sexy de me olhar.

Quanto chegou no sexto mês eu comecei a me preocupar, e se aquele relacionamento não fosse durar? Tinha medo que acabasse de uma forma dolorosa para ambos, já que ele também estava apaixonado por mim. Tentei me afastar, mas as janelinhas não parava de piscar e toda a preocupação dele estava me deixando aflita. Resolvi voltar, foi o que bastou para o tal ciúme aparecer. Qualquer amiga, colega ou alguém do sexo feminino me deixava com um pé atrás e pensamentos de que elas iriam tirá-lo de mim.

No oitavo mês eu já tinha adquirido confiança, aprendi a confiar naquele homem, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente. Porém isso mudou em dois meses. Já no décimo mês ele veio me ver. Meu coração palpitava e pulou dentro do peito quando o vi saindo da área de desembarque com aquele jeans surrado, blusa de moletom, touca e o sorriso mais lindo do mundo. Aquele mês que passou comigo foi o melhor de todos no nosso relacionamento, mas ele teve que ir, alguma hora ele teria que voltar para o Estados Unidos.

Nosso namoro perdurou por cerca de dois anos. Ele vinha aqui e eu ia até lá, passávamos semanas ou finais de semana juntos e isso nos satisfazia, por hora. Até o ponto em que precisávamos de mais. Essa distância havia se tornado um martírio e queríamos estar juntos por mais tempo. Foi então que ele resolveu pedir um tempo, pra ver se era realmente aquilo que ele queria da vida.

Foram os piores meses que eu pude passar, os dez meses mais dolorosos que eu tive. No final do décimo mês, quando saía do trabalho eu tive uma surpresa. Ele estava lá, de roupa social, o mesmo sorriso e os mesmos olhos cansados. Segurava um buquê de flores numa mão e na outra uma pequena caixinha vermelha. Me entregou as flores e eu permaneci estática, sem saber como agir. Ele se ajoelhou, pediu perdão na frente de todos e recitou um breve poema. Abriu a caixinha e lá estava a aliança mais linda que eu já ganhei. Foi só então que eu percebi, nunca deixei de amá-lo!

*Fonte da imagem*

1 comentários:

  1. Quando os quilômetros não são suficientes pra dizer adeus. ❤

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